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Milhares protestam em Washington contra EUA no Iraque | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milhares de pessoas saíram às ruas de Washington neste sábado para pedir a retirada das tropas americanas do Iraque. Os manifestantes passaram em frente à Casa Branca e cantaram slogans contra o presidente George W. Bush. O protesto tomou lugar uma semana depois que pesquisas de opinião sugeriram que mais da metade dos americanos querem que seus soldados deixem o território iraquiano. Milhares de manifestantes também protestaram em Londres, pedindo que o governo britânico retire seus soldados do Iraque. Outras manifestações, de menor porte, foram promovidas em Copenhague, Damasco, Helsinque, Roma, Paris, Seul, Los Angeles e São Francisco, entre outras cidades. Objetivo Os organizadores da manifestação de Washington esperavam que mais de 100 mil pessoas participassem do protesto, e policiais disseram que este número provavelmente foi atingido. Uma das principais agitadoras do movimento foi Cindy Sheehan, que teve um filho morto no Iraque e injetou novo ânimo no movimento antiguerra ao passar boa parte do mês de agosto acampada em Crawford, no Texas, enquanto Bush passava as férias em seu rancho na região. “Precisamos de um movimento popular para acabar com esta guerra”, disse Sheehan à agência de notícias Reuters. Em Londres, milhares de pessoas participaram neste sábado de uma marcha pelas ruas da cidade. A polícia afirma que cerca de 10 mil pessoas estiveram presentes na manifestação, mas um dos organizadores, a coalizão Stop the War, fala em 100 mil. Manifestantes carregavam cartazes com dizeres como "Parem com os ataques" e "Blair mentiroso", entre outros. Segundo os policiais, o evento foi pacífico, e ninguém foi preso. Entre os manifestantes estava Sue Smith, mãe de um soldado que morreu em julho quando uma bomba explodiu perto do veículo em que estava em Basra, no sul do Iraque. Ela entregou uma carta ao primeiro-ministro britânico, Tony Blair, pedindo que ele retire as tropas do país. |
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