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Cidade iraquiana exige desculpas de tropas britânicas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governador de Basra, no sul do Iraque, disse que vai interromper a cooperação com as tropas britânicas que estão na cidade devido a uma operação do Exército britânico na segunda-feira para libertar dois soldados que haviam sido detidos pela polícia iraquiana e depois foram entregues a uma milícia xiita. O governador Mohammed Al-Waili quer que a Grã-Bretanha peça desculpas pelo incidente, pague pelos danos causados durante a operação e garanta que isso não vai acontecer novamente. Os britânicos defendem a ação, dizendo que o fato de os soldados presos pela polícia iraquiana terem sido entregues a militantes era "altamente preocupante". Autoridades iraquianas afirmam que os soldados detidos nunca saíram da custódia da polícia. Presença Al-Waili disse que os soldados britânicos, provavelmente trabalhando à paisana, foram acusados de ter matado um soldado iraquiano e ferido outro durante a operação na segunda-feira. O governador disse ainda que mais de dez veículos militares e helicópteros britânicos foram usados na operação, que ele qualificou de "um ato bárbaro de agressão". Desde então, as tropas britânicas reduziram sua presença nas ruas de Basra. Soldados da Grã-Bretanha não são mais vistos ao lado de policiais iraquianos fazendo patrulha da cidade, como era costume. Na quarta-feira, em uma visita a Londres, o primeiro-ministro iraquiano, Ibrahim Al-Jaafari, havia dito que as relações entre Iraque e Grã-Bretanha "não vão mudar por causa de um episódio isolado", em referência à operação do Exército. Al-Jaafari afirmou que não podia dar detalhes sobre o incidente enquanto a investigação que ele pediu não for concluída. "Lamentavelmente, episódios como este podem acontecer", acrescentou o premiê iraquiano. Na ocasião da operação, os militares invadiram uma delegacia para libertar os soldados, o que causou indignação popular. Veículos britânicos foram então atacados com coquetéis molotov. |
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