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Atentado a mesquita no Iraque mata ao menos dez
Homens reunidos perto da explosão em Tuz Khurmatu
Muçulmanos estavam saindo da mesquita quando o carro explodiu
Pelo menos dez pessoas foram mortas nesta sexta-feira e mais de 20 ficaram feridas em um ataque suicida em frente a uma mesquita xiita em Tuz Khurmatu, na região central do Iraque.

Um carro-bomba explodiu enquanto fiéis deixavam a mesquita onde haviam encerrado as preces de sexta-feira, seguindo a tradição islâmica.

Em todo o país, outras 12 pessoas foram mortas em ataques.

As explosões e ataques desta sexta-feira estenderam para o terceiro dia a série de ataques a bomba e a bala.

Com mais de 200 mortes e quase 600 feridos desde quarta-feira, o momento é um dos mais sangrentos do país desde o fim oficial da guerra liderada pelos Estados Unidos contra o regime de Saddam Hussein em 2003.

“Há muitos, muitos feridos”, disse um homem que ligou para o escritório da agência Reuters em Bagdá desde o local da explosão, mas não quis revelar seu nome. “Penso que pode haver até 20 ou 30 mortos.”

Alvo

No início desta sexta-feira, atiradores abriram fogo sobre trabalhadores no leste de Nova Bagdá, assassinando ao menos duas pessoas e ferindo outras 13.

Eles aguardavam as usuais ofertas diárias de trabalho.

“Somos inocentes trabalhando por apenas 10 mil ou 12 mil dinars (US$ 7 a US$ 8) ao dia. Aqueles criminosos e terroristas vieram e fizeram isso a nós”, disse Salah Aziz Ali, que foi ferido no ataque.

Apelando pela ajuda dos líderes mundiais, o presidente iraquiano, Jalal Talabani, reconheceu em uma entrevista à BBC que as forças de segurança de seu país não são capazes de deter a recente onda de violência dos insurgentes.

“O Iraque não hesita dizer aberta e francamente que estamos em desesperada necessidade de seu apoio para os esforços no combate ao terrorismo”, disse em um discurso na cúpula da ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse em um relato no Conselho de Segurança que 80% dos corpos trazidos aos necrotérios de Bagdá em julho mostraram evidência de morte violenta.

O dado superou de longe o número dos meses anteriores e é um “importante indicador da ausência de proteção do direito à vida que prevalece no Iraque”, disse Annan.

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