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Mais de cem morrem em dia de violência no Iraque | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Mais de cem pessoas morreram em diferentes incidentes violentos no Iraque nesta quarta-feira. Na capital iraquiana, Bagdá, pelo menos 82 pessoas morreram e 163 ficaram feridas em uma explosão no bairro de Kadhamiya, área predominantemente habitada por xiitas. De acordo com a polícia iraquiana, um suicida explodiu um veículo perto de um grupo de trabalhadores. Em outro incidente, durante a madrugada, pistoleiros mataram 17 pessoas em Taji, uma cidade situada a 15 quilômetros de Bagdá. As pessoas foram arrastadas de suas casas e mortas no meio da rua. Outras cinco foram mortas e 22 feridas na explosão de um carro-bomba no distrito de Shula, em Bagdá. A explosão ocorreu na frente do escritório de um clérigo xiita. 'Fogo e escuridão' No maior atentado das últimas semanas em Bagdá, o militante suicida jogou seu carro-bomba às 6h30m da manhã, horário local (23h30m em Brasília) contra trabalhadores que se reuniram na Praça de Oruba, segundo um porta-voz da polícia iraquiana. O correspondente da BBC em Bagdá, Richard Galpin, disse que todos os dias um grande número de trabalhadores da construção civil se concentra na praça, no norte da cidade, para esperar transporte de seus empregadores. Segundo alguns relatos, o atacante teria atraído os trabalhadores com ofertas de emprego antes de explodir a bomba. "Nós nos reunimos e de repente o carro explodiu, enchendo a área de fogo, poeira e escuridão", disse um dos trabalhadores à agência Reuters. Muitos feridos estão em estado extremamente grave e podem não sobreviver, segundo autoridades da área médica. Disfarce De acordo com um representante do Ministério do Interior, os perpetradores dos assassinatos em Taji chegaram à cidade em veículos militares e vestidos como soldados. "Eles prenderam várias pessoas e em seguida as reuniram numa praça e atiraram nelas", disse o funcionário do Ministério do Interior. A capital iraquiana e a região central do Iraque têm sido alvos de diversos atos de violência voltados contra os diferentes grupos religiosos iraquianos. Militantes, principalmente os seguidores do islamismo sunita, vêm procurando fomentar medo e ódio entre as facções xiita e sunita do país. |
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