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Atualizado às: 14 de setembro, 2005 - 22h48 GMT (19h48 Brasília)
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Suposta mensagem de Zarqawi declara guerra a xiitas do Iraque
Abu Musab Al-Zarqawi
Al-Zarqawi é de origem jordaniana
O líder da rede extremista Al-Qaeda no Iraque, Abu Musab Al-Zarqawi, teria declarado guerra contra os muçulmanos xiitas iraquianos, de acordo com uma gravação de áudio divulgada na internet supostamente feita por ele.

A declaração seria uma resposta à ofensiva de forças do Iraque e dos Estados Unidos contra insurgentes na cidade de Tal Afar.

A advertência atribuída a Al-Zarqawi foi emitida depois que seus militantes reivindicaram uma série de ataques devastadores na capital iraquiana, Bagdá, que deixaram pelo menos 150 mortos.

Em um dos atentados, um carro-bomba matou 112 pessoas – a maioria operários em busca de trabalho.

As mais de dez explosões na capital iraquiana atingiram principalmente a população xiita e membros das forças de segurança iraquianas.

Houve cenas de caos nos hospitais próximos ao local da explosão, no bairro predominantemente xiita Kadhamiya, com dezenas de feridos buscando atendimento.

Este foi um dos dias mais sangrentos na capital iraquiana desde a invasão liderada pelos Estados Unidos, em abril de 2003.

Num outro incidente durante a madrugada, pistoleiros mataram 17 pessoas em Taji, uma cidade situada a 15 quilômetros de Bagdá. As pessoas foram arrastadas para fora de suas casas e mortas no meio da rua.

Outras cinco foram mortas e 22 feridas na explosão de um carro-bomba no distrito de Shula, em Bagdá. A explosão ocorreu na frente do escritório de um clérigo xiita.

As forças de segurança dos Estados Unidos e do Iraque dizem que cerca de 200 insurgentes foram mortos e mais centenas foram presos durante a ofensiva em Tal Afar.

'Fogo e escuridão'

O ataque de Kadhamiya foi o maior atentado das últimas semanas em Bagdá.
O militante suicida jogou seu carro-bomba às 6h30m da manhã, horário local (23h30m em Brasília) contra trabalhadores que se reuniram na Praça de Oruba, segundo um porta-voz da polícia iraquiana.

As vítimas eram operários da construção civil.

O correspondente da BBC em Bagdá, Richard Galpin, disse que todos os dias um grande número de trabalhadores da construção civil se concentra na praça, no norte da cidade, para esperar transporte de seus empregadores.

Segundo alguns relatos, o atacante teria atraído os trabalhadores com ofertas de emprego antes de explodir a bomba.

"Nós nos reunimos e de repente o carro explodiu, enchendo a área de fogo, poeira e escuridão", disse um dos trabalhadores à agência Reuters.

Muitos feridos estão em estado extremamente grave e podem não sobreviver, segundo autoridades da área médica.

A explosão foi a primeira de uma série de ataques em diferentes áreas de Bagdá.

Disfarce

Já os responsáveis pelos assassinatos em Taji chegaram à cidade em veículos militares e vestidos como soldados, segundo o Ministério do Interior iraquiano.

"Eles prenderam várias pessoas e em seguida as reuniram numa praça e atiraram nelas", disse um funcionário do ministério.

A capital iraquiana e a região central do Iraque têm sido alvos de diversos atos de violência voltados contra os diferentes grupos religiosos iraquianos.

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