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Putin demite chefe da Marinha da Rússia | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente russo, Vladimir Putin, demitiu neste domingo o comandante da Marinha da Rússia, almirante Vladimir Kuroyedov. A demissão foi anunciada um mês depois do acidente com um mini-submarino no Oceano Pacífico, em que os sete tripulantes ficaram presos por três dias no fundo do mar. Os militares foram resgatados por equipes de emergência quando a quantidade de ar e mantimentos já chegavam a níveis críticos. Putin não revelou os motivos da demissão de Kuroyedov e nomeou como substituto o vice do militar, almirante Vladimir Masorin. Putin afirmou que, desde a posse de Kuroyedov, em 1997, foram registrados progressos na recuperação de "uma parte significante da Marinha" e no planejamento. 'Tragédias' No entanto, o presidente russo acrescentou que, no mesmo período, houve "eventos difíceis" e "tragédias". Ainda assim, Putin destacou que "o principal é que a Marinha está sendo renovada". Os motivos da demissão do almirante Koroyedov ainda não foram esclarecidos, mas um outro almirante, Eduard Baltin, disse a uma rádio de Moscou que ela pode estar relacionada à saúde precária do ex-comandante. "Ele ficou internado por dois meses em um hospital e passou por uma cirurgia complicada", teria dito Baltin à rádio Ekho Moskvy, segundo a agência de notícias Reuters. No mês passado, as operações de resgate de emergência do mini-submarino no Pacífico foram duramente criticadas na imprensa russa. O almirante Kuroyedov também comandava a Marinha na época da tragédia do Kursk, no ano 2000, quando 118 perderam a vida no naufrágio do submarino. |
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