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Atualizado às: 02 de setembro, 2005 - 18h00 GMT (15h00 Brasília)
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Bush promete trabalho 'imenso' em região devastada
Bush prometeu ajuda para reconstruir áreas afetadas
Bush prometeu ajuda para reconstruir áreas afetadas
O presidente americano, George W. Bush, disse nesta sexta-feira ao iniciar uma visita às regiões afetadas pelo furacão Katrina no sul dos Estados Unidos que o trabalho do governo federal tem por diante é "imenso", mas será feito.

"Temos uma responsabilidade de salvar vidas e este é o primeiro objetivo agora. Cada vida é preciosa e vamos passar muito tempo salvando vidas, seja em Nova Orleans ou na costa do Mississipi. Temos a responsabilidade de limpar tudo", disse o presidente em Mobile, na costa do Estado do Alabama.

Antes de chegar ao Alabama, Bush condenou a resposta inicial ao furacão Katrina, afirmando que a ação "não foi aceitável".

O Congresso americano aprovou uma verba de emergência de US$ 10,5 bilhões (cerca de R$ 24,7 bilhões) para ajudar a região afetada pelo furacão. A lei foi aprovada na Câmara dos Representantes depois de ter sido aprovada pelo Senado.

Segundo a agência de notícias France Presse, o senador republicano do Estado da Louisiana David Vitter afirmou nesta sexta-feira que o número de mortos em seu Estado, onde fica Nova Orleans pode passar de 10 mil.

Alimentos e violência

Ainda durante a parada em Mobile, Bush afirmou que a entrega de alimentos aos sobreviventes é prioridade.

"Para diminuir a violência, temos que entregar alimentos às pessoas. Esta é a primeira missão, alimentar as pessoas. E há muito alimento sendo levado, mas uma coisa é entregar estes suprimentos a uma estação, outra é fazer chegar às pessoas. Vamos passar muito tempo nos concentrando nisto", afirmou.

Antes de sair de Washington, Bush já havia dito que ajuda à área devastada está aumentando.

Milhares de pessoas ainda estão isoladas sem alimentos ou água em Nova Orleans, na Louisiana, onde mais soldados foram enviados para lidar com a crescente onda de crimes na cidade.

Explosão

Uma área próxima ao Rio Mississippi em Nova Orleans foi atingida por uma série de explosões nesta sexta-feira, que criaram uma grande nuvem de fumaça preta no céu da cidade.

Acredita-se que as explosões envolvam uma fábrica de produtos químicos. A polícia enviou uma equipe para verificar se gases tóxicos foram liberados para a atmosfera.

As explosões ocorreram enquanto mais soldados estão sendo enviados para a cidade, no Estado americano da Louisiana, para conter uma onda de criminalidade. Milhares de pessoas ficaram isoladas em Nova Orleans, sem comida ou água, depois da passagem do furacão Katrina, na segunda-feira.

As explosões ocorreram depois que a governadora de Louisiana, Kathleen Blanco, afirmou que 300 guardas nacionais "testados em batalha" foram enviados à cidade.

"Eles têm metralhadoras M-16 armadas e carregadas. Essas tropas sabem atirar para matar e eu espero que eles o façam", disse ela.

Washington prometeu mais 4,2 mil guardas nos próximos dias e disse que 3 mil soldados também podem ser enviados à cidade onde a violência tem atrapalhado os esforços de resgate.

Pessoas morrendo

O chefe das operações de emergência em Nova Orleans descreveu os esforços na cidade como uma desgraça nacional.

O prefeito da cidade, Ray Nagin, irritado, denunciou o nível de ajuda externa que a cidade está recebendo: "Pessoas estão morrendo aqui", disse.

Milhares de pessoas foram, finalmente, retiradas do estádio Superdome, onde mais de 20 mil pessoas estavam abrigadas em condições precárias desde a passagem do Katrina.

Matt Frei, correspondente da BBC em Nova Orleans, afirmou que as condições em outro ponto, o Centro de Convenções da cidade, onde mais de 20 mil também estavam isolados, são ainda piores.

Soldados armados estão patrulhando Nova Orleans
Soldados armados estão em Nova Orleans

"Há quase um asilo inteiro retirado e colocado no centro há cinco dias, pessoas em cadeiras de rodas, sentadas, morrendo lentamente", disse.

A situação piorou ainda mais devido à falta de confiança da população, em sua maioria negra e pobre, na polícia, em sua maioria branca, segundo o correspondente.

Mais de 60 mil pessoas ainda podem estar isoladas na cidade, segundo a Guarda Costeira americana.

Os saques devastaram Nova Orleans, pessoas que ficaram sem casa devido à inundação, estão cada vez mais desesperadas.

Há muitos tiroteios, seqüestros e relatos de estupros.

A governadora da Louisiana, Kathleen Blanco, disse a uma rede de televisão americana que "não tinha idéia" de quantas pessoas morreram devido à resposta inadequada ao desastre.

"Não queremos culpar ninguém... Estou tentando salvar vidas", ela disse.

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