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Explosões criam nuvem negra sobre Nova Orleans | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma área próxima ao Rio Mississippi em Nova Orleans foi atingida por uma série de explosões nesta sexta-feira, que criaram uma grande nuvem de fumaça preta no céu da cidade. Ainda não há detalhes, mas acredita-se que as explosões envolvam uma fábrica de produtos químicos. A polícia enviou uma equipe para verificar se gases tóxicos foram liberados para a atmosfera. As explosões ocorreram enquanto mais soldados estão sendo enviados para a cidade, no Estado americano da Louisiana, para conter uma onda de criminalidade. Milhares de pessoas ficaram isoladas em Nova Orleans, sem comida ou água, depois da passagem do furacão Katrina, na segunda-feira. Segundo a agência de notícias Associated Press, as explosões maciças foram ouvidas às 4h35, horário local (6h35 no Brasil). O presidente americano, George W. Bush, admitiu que sua resposta inicial ao desastre no sul dos Estados Unidos não foi "a aceitável". "Vamos superar esta situação. E vamos ajudar as pessoas que precisam de ajuda", disse Bush antes de embarcar por uma viagem pelos Estados de Alabama, Louisiana e Mississippi, atingidos pelo furacão. Fumaça As explosões ocorreram depois que a governadora de Louisiana, Kathleen Blanco, afirmou que 300 guardas nacionais "testados em batalha" foram enviados à cidade. "Eles têm metralhadoras M-16 armadas e carregadas. Essas tropas sabem atirar para matar e eu espero que eles o façam", disse ela. Washington prometeu mais 4,2 mil guardas nos próximos dias e disse que 3 mil soldados também podem ser enviados à cidade onde a violência tem atrapalhado os esforços de resgate. Teme-se que milhares tenham morrido devido ao furacão Katrina, às inundações causadas ou esperando por ajuda. Verba O Senado americano aprovou uma verba de emergência de US$ 10,5 bilhões (cerca de R$ 24,7 bilhões) para ajudar nos trabalhos de recuperação e a Câmara dos Representantes deve aprovar a medida nas próximas 24 horas. Mas o chefe das operações de emergência em Nova Orleans descreveu os esforços na cidade como uma desgraça nacional. O prefeito da cidade, Ray Nagin, irritado, denunciou o nível de ajuda externa que a cidade está recebendo: "Pessoas estão morrendo aqui", disse. Nas últimas 24 horas, no entanto, Bush falou publicamente sobre a tragédia três vezes e pediu aos ex-presidentes George Bush, seu pai, e Bill Clinton para liderar uma campanha de arrecadação de recursos nos Estados Unidos – como os dois fizeram depois do tsunami na Ásia. "A recuperação vai ser um longo processo e o governo federal vai fazer a sua parte, mas o setor privado também precisa fazer a sua. E foi por isso que eu pedi aos presidentes Bush e Clinton para liderar um esforço nacional para ajudar as vítimas do furacão Katrina", afirmou Bush, visita algumas das áreas devastadas nesta sexta-feira. Segundo a assessoria de imprensa da Casa Branca, o presidente – que já sobrevoou áreas afetadas pelo Katrina na quinta-feira – visitará as cidades de Mobile, no Alabama, e Biloxi, em Mississipi, e sobrevoará esses dois Estados e a Louisiana. De acordo com informações da agência de notícias Reuters, organizações não governamentais já receberam US$ 90 milhões em doações privadas. Mais de 20 países, incluindo o Brasil, ofereceram assistência humanitária ao governo americano. |
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