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Atualizado às: 02 de setembro, 2005 - 14h43 GMT (11h43 Brasília)
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Explosões criam nuvem negra sobre Nova Orleans
Explosões ocorreram às margens do rio Mississipi
Explosões ocorreram às margens do rio Mississipi
Uma área próxima ao Rio Mississippi em Nova Orleans foi atingida por uma série de explosões nesta sexta-feira, que criaram uma grande nuvem de fumaça preta no céu da cidade.

Ainda não há detalhes, mas acredita-se que as explosões envolvam uma fábrica de produtos químicos. A polícia enviou uma equipe para verificar se gases tóxicos foram liberados para a atmosfera.

As explosões ocorreram enquanto mais soldados estão sendo enviados para a cidade, no Estado americano da Louisiana, para conter uma onda de criminalidade. Milhares de pessoas ficaram isoladas em Nova Orleans, sem comida ou água, depois da passagem do furacão Katrina, na segunda-feira.

Segundo a agência de notícias Associated Press, as explosões maciças foram ouvidas às 4h35, horário local (6h35 no Brasil).

O presidente americano, George W. Bush, admitiu que sua resposta inicial ao desastre no sul dos Estados Unidos não foi "a aceitável".

"Vamos superar esta situação. E vamos ajudar as pessoas que precisam de ajuda", disse Bush antes de embarcar por uma viagem pelos Estados de Alabama, Louisiana e Mississippi, atingidos pelo furacão.

Fumaça

As explosões ocorreram depois que a governadora de Louisiana, Kathleen Blanco, afirmou que 300 guardas nacionais "testados em batalha" foram enviados à cidade.

"Eles têm metralhadoras M-16 armadas e carregadas. Essas tropas sabem atirar para matar e eu espero que eles o façam", disse ela.

Washington prometeu mais 4,2 mil guardas nos próximos dias e disse que 3 mil soldados também podem ser enviados à cidade onde a violência tem atrapalhado os esforços de resgate.

Teme-se que milhares tenham morrido devido ao furacão Katrina, às inundações causadas ou esperando por ajuda.

Verba

O Senado americano aprovou uma verba de emergência de US$ 10,5 bilhões (cerca de R$ 24,7 bilhões) para ajudar nos trabalhos de recuperação e a Câmara dos Representantes deve aprovar a medida nas próximas 24 horas.

Mas o chefe das operações de emergência em Nova Orleans descreveu os esforços na cidade como uma desgraça nacional.

O prefeito da cidade, Ray Nagin, irritado, denunciou o nível de ajuda externa que a cidade está recebendo: "Pessoas estão morrendo aqui", disse.

Nas últimas 24 horas, no entanto, Bush falou publicamente sobre a tragédia três vezes e pediu aos ex-presidentes George Bush, seu pai, e Bill Clinton para liderar uma campanha de arrecadação de recursos nos Estados Unidos – como os dois fizeram depois do tsunami na Ásia.

"A recuperação vai ser um longo processo e o governo federal vai fazer a sua parte, mas o setor privado também precisa fazer a sua. E foi por isso que eu pedi aos presidentes Bush e Clinton para liderar um esforço nacional para ajudar as vítimas do furacão Katrina", afirmou Bush, visita algumas das áreas devastadas nesta sexta-feira.

Segundo a assessoria de imprensa da Casa Branca, o presidente – que já sobrevoou áreas afetadas pelo Katrina na quinta-feira – visitará as cidades de Mobile, no Alabama, e Biloxi, em Mississipi, e sobrevoará esses dois Estados e a Louisiana.

De acordo com informações da agência de notícias Reuters, organizações não governamentais já receberam US$ 90 milhões em doações privadas.

Mais de 20 países, incluindo o Brasil, ofereceram assistência humanitária ao governo americano.

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