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ONU questiona suspeitos na morte de Hariri | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Investigadores da ONU questionaram nesta terça-feira cinco suspeitos no assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri. Três deles foram presos, incluindo Jamil Al-Sayyed, considerado uma das figuras mais poderosas do Líbano entre o final da guerra civil em 1990 e a retirada das forças sírias no início de 2005. Além de Sayyed, foram detidos o ex-chefe das Forças de Seguranças Internas, Ali al-Hajj, e o ex-chefe do serviço secreto militar, Raymond Azar. Dois outros – o comandante da guarda presidencial, brigadeiro-general Mustafa Hamdan e o ex-parlamentar Nassir Qandil – entregaram-se aos investigadores da ONU. Todos eles ocupavam cargos na estrutura político-administrativa do Líbano e são tidos como aliados da Síria, acusada de envolvimento na explosão que matou o ex-premiê e outras 20 pessoas em fevereiro deste ano, em Beirute. O governo sírio nega participação no crime, mas foi criticado por prejudicar o trabalho dos investigadores das Nações Unidas. Quinto suspeito Hamdan, aliado próximo do presidente Émile Lahoud, foi o único alto funcionário pró-Síria a manter o seu cargo depois das eleições em junho, que resultaram na eleição de uma maioria anti-Síria. Sayyed, Hajj e Azar renunciaram em meio a grandes protestos anti-Síria por causa da morte de Hariri. Qandil, o último a ser preso, retornou de Damasco nesta terça-feira para ser interrogado pela equipe da ONU, levada para o Líbano pelo Conselho de Segurança depois que a entidade concluiu que o país não tinha condições de conduzir uma investigação com credibilidade. O presidente libanês tratou as prisões com pouca importância e disse que os cinco são inocentes até que se prove o contrário. Falando a uma delegação de parlamentares dos Estados Unidos, Lahoud defendeu O próprio presidente foi acusado por políticos da oposição libanesa de cumplicidade no assassinato de Hariri. Avanço O investigador-chefe da ONU para o caso, o promotor alemão Detlev Mehlis, deve fazer um relatório de sua investigação para o Conselho de Segurança nas próximas semanas. Kim Ghattas, correspondente da BBC no Líbano, afirma que as prisões desta terça-feira foram os primeiros grandes avanços na investigação da morte de Rafiq Hariri. O primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, disse que o promotor Detlev Mehlis deu detalhes da investigação e ele decidiu reunir os quatro ex-chefes de departamentos de segurança "para questioná-los como suspeitos". A equipe da ONU não tem poder para prender ou acusar suspeitos, mas conta com a cooperação das autoridades libanesas e pode pedir a ação dos serviços de segurança libaneses. |
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