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'Mais de 600' morrem em tumulto no Iraque | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Autoridades do Iraque dizem ao menos 640 pessoas morreram nesta quarta-feira em um tumulto provocado por pânico, em Bagdá. Funcionários dos serviços de saúde em Bagdá dizem que, além dos mortos, mais de 250 pessoas ficaram feridas na tragédia. A multidão estava a caminho da mesquita de Kadhimiya para uma das mais importantes cerimônias religiosas do calendário xiita quando alguém gritou que havia um homem-bomba entre eles. A maior parte das vítimas morreu quando estavam em uma ponte sobre o rio Tigre que cedeu com o tumulto. Tensões "Centenas de pessoas começaram a correr e algumas se atiraram da ponte", disse um policial. "Muitas pessoas mais velhas morreram imediatamente no tumulto, e dezenas se afogaram." Antes do tumulto, 16 pessoas tinham sido mortas, e 36 ficaram feridas, por morteiros disparados contra os que participavam da cerimônia. Segundo o correspondente da BBC em Bagdá John Brain, o ataque aos peregrinos em um dos dias mais sagrados do calendário religioso xiita mostra claramente a intenção de aumentar as tensões entre os grupos religiosos e étnicos do Iraque. Segundo relatos da TV, cerca de 1 milhão de peregrinos tinham se dirigido ao santuário do Imam Mousa Al Kadim para a celebração anual da morte do xiita. O governo do Iraque decretou luto oficial de três dias. |
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