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Atualizado às: 23 de agosto, 2005 - 17h57 GMT (14h57 Brasília)
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Apresentador de TV pede assassinato de Chávez
Pat Robertson
Robertson foi acusado de cometer um ato "criminoso" pela Venezuela
Um apresentador de programas religiosos da TV americana, Pat Robertson, pediu que o governo dos Estados Unidos assassine o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Em seu programa The 700 Club, transmitido na segunda-feira à noite, Robertson descreveu Chávez como um "perigo terrível".

"Nós temos a habilidade de tirá-lo do poder, e eu acho que chegou a hora de fazer uso dessa habilidade", disse ele, de acordo com a agência de notícias Reuters.

"Nós não precisamos de outra guerra de US$ 200 bilhões para se livrar de, vocês sabem, um ditador linha-dura. É muito mais fácil que agentes infiltrados façam o trabalho", completou, se referindo à intervenção militar americana no Iraque, na qual o presidente Saddam Hussein foi afastado.

Um porta-voz do canal que transmitiu o programa, o Christian Broadcasting Network, defendeu o apresentador. "Estamos em tempo de guerra e Pat (Robertson) tinha a guerra em mente quando fez os comentários", disse.

Ato "criminoso"

Por sua vez, José Vicente Rangel, vice-presidente da Venezuela, afirmou que Robertson cometeu um ato criminoso e acrescentou que a resposta a estas observações vão colocar a política antiterrorismo americana à prova.

"A bola está nos pés dos americanos depois desta declaração criminosa feita por um cidadão daquele país. É uma enorme hipocrisia manter o discurso contra o terrorismo enquanto, ao mesmo tempo, no coração daquele país, há declarações totalmente terroristas como estas", disse Rangel.

O vice-presidente venezuelano afirmou que o governo do país está analisando quais são as medidas legais que poderão ser tomadas.

"Este homem não pode ser um cristão verdadeiro. Foi uma agressão vinda da direita (da América) do Norte", disse Desire Santos Amaral, deputada venezuelana e aliada de Chávez.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, acusou no passado os Estados Unidos de conspirarem para derrubar seu governo e, possivelmente, darem apoio a uma tentativa de assassinato contra ele. Em resposta, autoridades americanas afirmaram que as acusações de Chávez eram ridículas.

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