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Esboço de Carta iraquiana mantém 'temas pendentes' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Parlamento iraquiano, Hajim Al-Hassani, anunciou na noite desta segunda-feira ter recebido o texto básico da nova Constituição do país, mas que ainda existem “questões pendentes” que devem ser resolvidas nos próximos três dias. O anúncio foi feito cerca de cinco minutos antes do prazo para a conclusão da Constituição, à meia-noite da segunda-feira (17h em Brasília). A sessão do Parlamento foi então encerrada sem a esperada votação para aprovar o texto. Na prática, o anúncio feito por Al-Hassani significa um novo adiamento na conclusão da Constituição. O prazo original, na segunda-feira passada, já havia sido prorrogado após os negociadores não conseguirem chegar a um consenso. Al-Hassani não detalhou quais são os temas ainda pendentes. Nos últimos dias, os principais pontos de controvérsia nas negociações para a nova Constituição eram a possível instituição de um federalismo, a forma de divisão da renda com o petróleo e a relação entre o Estado e a religião. Negociações intensas aconteceram até pouco antes do fim do prazo. No início da noite, líderes xiitas haviam afirmado que chegaram a um acordo com os representantes curdos para o texto final da Constituição, mas negociadores sunitas afirmaram que ainda não havia um consenso. Xiitas e curdos têm a maioria absoluta dos membros do Parlamento, mas os sunitas advertiram que se o texto apresentado nesta segunda-feira fosse aprovado sem modificações eles fariam campanha para a rejeição da Constituição no referendo programado para outubro. |
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