|
Montesinos é julgado por 'esquadrão da morte' no Peru | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Começou nesta quarta-feira em Lima, no Peru, o julgamento do ex-chefe do serviço secreto do país Vladimiro Montesinos, que é acusado de ter sido o cérebro por trás massacres promovidos por um grupo paramilitar na década de 1990. Montesinos, que era um dos mais próximos aliados do então presidente Alberto Fujimori, pode ser condenado a mais 35 anos de prisão. Ele já se encontra preso desde 2003, quando recebeu três penas de prisão por crimes de corrupção. O grupo Colina, ao qual as acusações se referem, teria sido responsável por pelo menos 30 assassinatos durante a campanha do governo Fujimori contra o grupo guerrilheiro Sendero Luminoso. Exílio Além de Montesinos, mais de 50 outras pessoas estão sendo julgadas no processo relacionado ao esquadrão da morte. Entre eles encontra-se o general Nicolas Mendoza, que já foi comandante das Forças Armadas peruanas. Familiares das vítimas do grupo paramilitar se reuniram em frente ao tribunal de Lima onde Montesinos está sendo julgado para protestar. Fujimori também é acusado de ter envolvimento com o caso, mas ele vive exilado no Japão desde o ano 2000, quando deixou o Peru em meio a um escândalo político, pouco depois de ter conseguido uma contestada reeleição. O ex-presidente parece estar preparando um retorno ao cenário político peruano. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||