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Montesinos processa juiz espanhol Garzón por difamação | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-chefe dos serviços de espionagem do Peru, Vladimiro Montesinos, deu entrada em um processo por difamação contra o juiz espanhol Baltasar Garzón. Montesinos, que está preso e cumprindo 15 anos de prisão por crimes envolvendo malversação de dinheiro público e corrupção, exige US$ 20 milhões em compensações por danos morais. Garzón ainda não se pronunciou sobre o caso. Num livro recente, o juiz espanhol disse que Montesinos admitira ter pago propina para que o ex-presidente do Equador, Abdalá Bucaram, ratificasse um acordo de paz de 1998. Montesinos nega que tenha feito essa admissão de culpa. O governo do Equador chegou a mandar uma comissão ao Peru para investigar as informações do livro de Garzón. Montesinos era o braço direito do ex-presidente peruano Alberto Fujimori. Ele ainda aguarda julgamento por outras acusações. A queda de Fujimori em 2000 teve origem num escândalo de corrupção encabeçado por Montesinos, quando foi descoberto um vídeo que aparentemente mostrava o chefe do serviço de espionagem subornando o político de oposição Luis Alberto Kouri. Baltasar Garzón é famoso pelas suas investigações e processos contra integrantes dos regimes militares da América do Sul dos anos 1970 e 1980 – entre eles o ex-ditador chileno Augusto Pinochet. |
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