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Atualizado às: 23 de março, 2004 - 17h55 GMT (14h55 Brasília)
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Peru desativa agência de espionagem do país
Protesto contra Montesinos no Peru
Montesinos foi foco central de escândalo de corrupção no Peru
O governo do presidente do Peru, Alejandro Toledo, ordenou o fechamento do Conselho Nacional de Inteligência (CNI), após uma série de escândalos de corrupção e uma denúncia de conspiração na agência de espionagem.

A medida foi anunciada de forma surpreendente depois da renúncia do chefe da CNI, Ricardo Arboccó, que havia sido nomeado para o cargo no último sábado, mas não resistiu a forte pressão que sofreu após ser acusado de envolvimento em um caso de corrupção.

Arboccó é acusado de aprovar a compra de um terreno superfaturado de US$ 5,4 milhões (R$ 15,7 milhões) quando era diretor de um fundo de pensões militar e policial, em 1996.

O primeiro-ministro peruano, Carlos Ferrero, disse que, enquanto se decide como a agência de espionagem será definitivamente substituída, as tarefas de informações de segurança serão assumidas pelas Forças Armadas e pela Polícia Nacional.

Complô

De acordo com Ferrero, a ordem de desativação do CNI partiu do próprio presidente Alejandro Toledo e inclui o fechamento da sede da agência, que funcionava na antiga base do Serviço de Inteligência Nacional (SIN), órgão que foi dirigido pelo ex-assessor presidencial Vladimiro Montesinos, no governo de Alberto Fujimori.

O vice-almirante da reserva Ricardo Arboccó foi o sétimo chefe do CNI em pouco mais de três anos.

Arboccó substituiu o general da reserva Daniel Mora, que renunciou ao cargo na última quinta-feira, quando surgiu a denúncia de que funcionários da agência estavam tramando um complô contra o ministro do Interior, Fernando Rospipiosi, apontado por analistas como funcionário mais popular do governo.

Os serviços de inteligência do Peru já estavam desprestigiados desde que Vladimiro Montesinos, preso em uma base naval, foi o foco central de um escândalo de corrupção em 2000, que causou a queda do então presidente Alberto Fujimori.

Como diretor do SIN, Montesinos montou uma rede de espionagem acusada de subornar políticos, empresários e militares a favor do governo de Fujimori.

O primeiro-ministro Carlos Ferrero afirma que, após a desativação dos serviços secretos, uma comissão especial vai analisar, em um prazo de 90 dias, se o governo deve ou não reestruturar a agência de espionagem.

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