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Escândalo de armas estremece relações entre Chile e Peru | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo chileno cancelou uma visita do chefe de suas forças armadas ao Peru, deteriorando ainda mais as relações entre os dois países, já estremecidas por causa de alegações de que o Chile havia vendido armas ao Equador em 1995. Na época, Equador e Peru se encontravam em conflito por causa de questões fronteiriças. "Tendo em vista os vínculos de confiança e amizade existentes entre as duas nações, o governo do Chile convida o governo da República do Peru para estabelecermos um diálogo”, diz o comunicado oficial divulgado por Santiago. Há muitos anos o Chile e o Peru vêm realizando encontros regulares de representantes de seus ministros das Relações Exteriores e da Defesa. Investigação Após o cancelamento chileno, o Peru divulgou que suspendeu qualquer cooperação militar com o Chile e convocou seu ministro das Relações Exteriores, Manuel Rodriguez, de uma viagem ao Marrocos, para que o país possa organizar uma resposta. Os problemas entes os dois países tiveram início quando o ex-comandante das Forças Armadas do Equador, Victor Bayas, acusou o Chile de ter vendido armas ilegalmente ao país. Bayas está sendo processado no Equador por ter adquirido armamentos na Argentina, durante o mesmo conflito. O Peru exigiu que o Chile realizasse uma investigação completa sobre o assunto. O governo chileno respondeu, no entanto, que já investigou o assunto e não encontrou indício de irregularidades. |
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