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Mundo ignorou crise em Níger por seis meses, diz ONU | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cerca de 150 mil crianças estão em risco imediato de morrer de fome em Níger por causa da incapacidade da comunidade internacional de responder a apelos sobre a crise no país africano, declarou, nesta quarta-feira, o chefe das ações humanitárias da ONU (Organização das Nações Unidas). Segundo Jan Egeland, o país é um "exemplo de emergência ignorada". Há seis semanas, o apelo da ONU para a crise do país não recebeu uma única doação. "O mundo acorda quando vemos imagens de crianças morrendo na televisão", disse ele à BBC. Sorvete "Recebemos mais doações na semana passada do que nos últimos seis meses." Ele disse, entretanto, que "já é tarde demais para algumas dessas crianças". Organizações que prestam auxílio no país dizem que muitas crianças vêm morrendo diariamente em centros de ajuda no sul de um dos países mais pobres do mundo. Estima-se que até um terço da população do país esteja passando fome. Para lidar com a crise no país desértico, a ONU pediu US$ 30 milhões, mas recebeu apenas um terço disso da comunidade internacional, quantia considerada muito baixa por Egeland. “Anualmente, os europeus gastam US$ 10 bilhões em sorvete e os americanos, US$ 35 bilhões com animais de estimação.” Parte da culpa deve ser também atribuída ao governo de Níger, segunda ONU. A crise, decorrente de uma seca, era previsível há mais de ano, mas pouco foi feito para minimizar o problema. O governo se recusou, por exemplo, a distribuir comida gratuitamente ou traçar planos de emergência. |
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