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Gafanhotos ameaçam colheitas da África, diz FAO
Nuvens de gafanhotos ameaçam plantações no norte da África, diz a FAO, a agência das Nações Unidas para agricultura e alimentos. Foi registrada a presença da praga na Mauritânia, Níger e no Sudão, e observadores temem que ela possa se espalhar por toda a região norte da África. Os governos dos países afetados e de doadores internacionais foram alertados para o problema. "A situação tem o potencial de se desenvolver rapidamente em uma questão de semanas", diz nota da FAO, que destaca a necessidade de se monitorar o problema e melhorar a capacidade de intervenção em caso de crise. Segundo a FAO, há cinco equipes de pesquisa no noroeste da Mauritânia, inclusive duas com equipamento para fumigação. Cinco aeronaves estão preparadas no nordeste do Sudão, onde nuvens de gafanhotos adultos botaram ovos ao longo do rio Atbara. No norte de Níger, foi notificada a presença de até 20 gafanhotos por metro quadrado. Deserto Os gafanhotos do deserto costumam ser insetos solitários, mas quando as condições climáticas são favoráveis, seu número pode aumentar rapidamente. Quando os insetos se agrupam, os mais novos, sem asas, caminham juntos em busca de alimentos. Como adultos, os insetos alados formam nuvens que podem incluir milhões de gafanhotos e viajar grandes distâncias, cruzando fronteiras internacionais em busca de alimentos. Essas nuvens podem devastar plantações em poucos minutos. Uma grande praga de gafanhotos, de 1987 a 1989, originou-se no oeste do Sudão e se propagou até a Índia. A agência da ONU para a agricultura e alimentos diz que a praga dos gafanhotos do deserto tem o potencial de prejudicar os meios de subsistência de 10% da população mundial. |
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