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Britânicos planejam força-tarefa contra extremismo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Representantes da comunidade muçulmana e do governo britânico anunciaram nesta terça-feira que planejam criar uma força-tarefa para combater "de frente" o extremismo islâmico no país. O anúncio foi feito depois de um encontro do primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, com líderes muçulmanos e dos partidos de oposição, 12 dias depois dos atentados que mataram 56 pessoas em Londres. Blair disse que os representantes da comunidade muçulmana expressaram sua determinação em enfrentar e derrotar o que ele chamou de "ideologia maligna" do extremismo. Segundo ele, ficou clara a necessidade de os muçulmanos cooperarem com a polícia e os serviços de segurança. Shahid Malik, parlamentar muçulmano do Partido Trabalhista, de Blair, disse que a comunidade está pronta para enfrentar o desafio. No entanto, alguns muçulmanos criticaram o encontro, dizendo que excluiu os jovens e se concentrou excessivamente em culpar a comunidade islâmica. Envolvimento da comunidade A força-tarefa vai ser dirigida por 25 líderes muçulmanos, que vão preparar um plano de ação. Um porta-voz de Blair disse que eles levariam adiante o debate sobre extremismo islâmico, estimulando o envolvimento político da comunidade muçulmana na questão. O grupo, que inclui o secretário-geral do Conselho Muçulmano da Grã-Bretanha, Iqbal Sacranie, vai se reunir nesta quarta-feira com o ministro do Interior britânico, Charles Clarke, para tratar do assunto. "Há determinação clara, o compromisso claro de todos nós para realmente encontrar as medidas que vão nos permitir lidar com a crise", disse Sacranie, depois do encontro. Karzai Também nesta terça-feira, depois de reunião em Londres, Blair e o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, assinaram um acordo em que os países se comprometem a um "relacionamento duradouro". Depois da assinatura, Blair elogiou o Afeganistão por emergir do que ele chamou de "governo desastroso" do Talebã para se tornar uma democracia. Karzai e Blair disseram que há uma analogia entre os atentados em Londres e os ataques de rebeldes do Talebã no Afeganistão. Segundo os dois líderes, os que fazem esses ataques simplesmente querem provocar sofrimento humano. |
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