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Condenada nigeriana envolvida na fraude do Noroeste | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um tribunal nigeriano condenou a dois anos e meio de prisão uma mulher que tomou parte no maior caso de fraude internacional da história do país. A ré - Amaka Anajemba - admitiu ter ajudo seu falecido marido a persuadir um alto funcionário do antigo Banco Noroeste, do Brasil, a transferir milhões de dólares para contas em diversos países. O Banco Noroeste, que foi comprado pelo espanhol Santander, perdeu US$ 242 milhões durante a segunda metade da década de 90. Além da prisão, Amaka Anajemba também vai ter que devolver parte do dinheiro desviado. Comissão Para tanto, ela vai ter que entregar à justiça nigeriana suas propriedades na Nigéria, Estados Unidos, Grã-Bretanha e Suíça. O julgamento dos outros dois acusados foi adiado para setembro. Os nigerianos são acusados de convencer o o ex-diretor do Noroeste Nelson Sakaguchi a fazer uma série de pagamentos supostamente como parte de um projeto de construção de um aeroporto em Lagos, a capital nigeriana. Os acusados teriam convencido o brasileiro de que ele receberia uma comissão do valor da obra, que na verdade nem existia. "419 nigeriano" Sakaguchi foi preso durante uma viagem à Nova York em 2002 e extraditado para a Suíça, onde ficou preso por mais de um ano. A maior parte do dinheiro já foi recuperada. Esse foi o maior caso já registrado do "419 nigeriano", golpe já conhecido pela justiça do país a ponto de ser famoso pelo número do artigo da lei que o tipifica – como o 171, que tipifica o estelionato no Brasil. Os autores de um 419 nigeriano – golpe aplicado há mais de 20 anos – começam enviando cartas para milhares de pessoas prometendo comissões milionárias em obras irregulares na Nigéria. |
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