|
Juiz alerta contra subornos em julgamento do caso Noroeste | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O juiz nigeriano responsável pelo julgamento do grupo acusado de uma fraude envolvendo o banco Noroeste lançou uma advertência aos réus, alertando que eles não devem tentar subornar membros do tribunal. O juiz Lawal Gumi disse que recebeu informações de que alguém estava circulando pela corte com dinheiro, dizendo conhecer alguns dos funcionários. Os cinco réus nigerianos são suspeitos de ter convencido o ex-diretor do Noroeste Nelson Sakaguchi a lhes fazer volumosos pagamentos ao fingir que estavam construindo um aeroporto e prometendo a Sakaguchi uma comissão. "Em nenhuma condição dinheiro deve circular (no tribunal) neste caso", disse Gumi, no julgamento em Abuja, a capital da Nigéria. US$ 240 milhões "Essa situação não deve vir à tona sob nenhuma condição. Por causa da natureza deste caso e o tipo de pessoas envolvidas, os acusados devem ter a orientação apropriada", completou, se dirigindo à equipe de defesa. Por sua vez, os advogados dos nigerianos asseguraram que nada que possa prejudicar o tribunal a administração da Justiça será feito. Os nigerianos são acusados de desviar mais de US$ 240 milhões (mais de R$ 700 milhões) do Banco Noroeste, de São Paulo, em 2001. Nelson Sakaguchi está preso na Suíça, onde enfrenta um processo no caso. Seu advogado no país alega que ele não sabia do esquema ilegal dos nigerianos. Um outro processo relacionado à fraude no Noroeste está correndo na Justiça brasileira. A fraude no Banco Noroeste é a maior já registrada na história do Brasil, e foi descoberta em 1998, durante o processo de venda do banco para o banco espanhol Santander. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||