|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Nigerianos convocam 'greve' de usuários de celular
Uma associação de usuários de telefones celulares da Nigéria está pedindo que o uso dos aparelhos seja evitado nesta sexta-feira no país, em protesto contra o alto custo dos telefonemas. Ironicamente, os organizadores do boicote convocaram os usuários para o protesto por meio de mensagens de texto enviadas por celular, aproveitando uma oferta de uma das empresas do ramo no país, a MTN – que oferece aos clientes cem mensagens de graça. As empresas de telefonia celular da Nigéria foram licenciadas há apenas dois anos e, desde então, houve uma mudança radical na forma como os nigerianos se comunicam. De acordo com a repórter da BBC em Lagos Ana Borzello, antes da chegada dos celulares no país, a população de cerca 130 milhões de pessoas dependia de menos de meio milhão de telefones fixos – boa parte deles com defeito. “Boa iniciativa” Borzello disse que a chegada de três operadoras de telefones celulares no país fez uma grande diferença para um povo que tem uma forte inclinação para o comércio. Mas os preços têm incomodado os nigerianos. Eles alegam que as empresas MTN, da África do Sul, Echonet, do Zimbábue, e a estatal Nitel cobram muito por um serviço ruim. As empresas alegam que não é fácil trabalhar na Nigéria, pois há problemas como a necessidade de investimento maciço para compensar a infra-estrutura falha, falta de fornecimento confiável de eletricidade e corrupção de funcionários do governo. Um funcionário da MTN disse também que suas centrais são alvo de ladrões pelo menos duas vezes por semana. Prejuízo Borzello diz que é difícil prever se o boicote vai ser bem-sucedido, pois os comerciantes dificilmente desligarão seus celulares, se arriscando, assim, a ter prejuízos. Femi Fanikoidi, assessor especial do presidente nigeriano, disse que a iniciativa é boa, se ocorrer dentro da lei. "Vamos fazer um dia de protesto para mostrar o que pensamos dessas companhias", disse. Fanikoidi revelou ainda que, como cidadão, e não como membro do governo, pode acabar aderindo ao protesto e desligando seu próprio telefone. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||