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Partido hindu convoca greve em protesto a ataque | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O partido nacionalista hindu Bharatiya Janata, de oposição, convocou os indianos a aderir a uma greve nacional nesta quarta-feira, em protesto contra o ataque a um templo disputado por hindus e muçulmanos, no norte do país. Cinco militantes invadiram foram mortos pela polícia na terça-feira à noite, depois de invadirem o complexo religioso na cidade de Ayodhya, que fica em um local considerado sagrado para as duas religiões. Militantes islâmicos haviam ameaçado atacar o local, mas até o momento nenhum grupo se responsabilizou pelo ocorrido. O líder do partido Bharatiya Janata, Lal Krishna Advani, disse que vai viajar para Ayodhya para liderar o protesto. O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, condenou o ataque e disse que a segurança foi reforçada em todo o país. "Atenção especial está sendo dada para manter a harmonia da comunidade, a paz e a ordem pública", afirmou o porta-voz de Singh, Sanjay Baru. No ataque de terça-feira, os militantes explodiram um jipe carregado de explosivos para abrir um buraco em um dos muros do complexo, e depois entraram nele com outro veículo. O complexo religioso na cidade de Ayodhya tem sido alvo de disputas entre hindus e a minoria muçulmana no país há quase duas décadas. Muitos acreditam que foi lá que nasceu Rama, considerado divino no Hinduísmo. Em 1992, os hindus destruíram a mesquita de Babri, erguida no local no século 16, para erguer um templo em homenagem a Rama. Na época, a destruição deu início a uma onda de violência no país entre hindus e muçulmanos que resultou em mais de 2 mil mortos. |
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