|
G8: Manifestantes e líderes convergem para a Escócia | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milhares de manifestantes devem se reunir nesta terça-feira em Edimburgo, na Escócia, para aguardar a chegada dos líderes do G8 (grupo dos sete países mais ricos do mundo mais a Rússia) para a reunião que começa nesta quarta-feira. O encontro deverá discutir assuntos diversos como as mudanças climáticas, o comércio mundial, a ajuda à África e o alívio da dívida de países pobres. Esta segunda-feira foi marcada pelos confrontos entre manifestantes e policiais em Gleneagles, onde será realizado o evento. Ainda em Washington, onde participou das comemorações do feriado de 4 de julho, o presidente George W. Bush, deixou claro que não fará concessões nas discussões sobre medidas para combater o aquecimento global. Bush disse que não mudará a sua posição – em relação à adoção de iniciativas como o Protocolo de Kyoto, que estabelece metas de redução de emissões de poluentes – apesar do apoio do governo britânico aos Estados Unidos na guerra do Iraque. "Eu vou ao G8 não para fazê-lo (o primeiro-ministro britânico, Tony Blair) ficar bem ou mal, mas eu vou ao G8 com uma agenda que penso ser a melhor para o nosso país", afirmou o presidente em entrevista à rede de TV britânica ITV. "Se isso (um eventual acordo em Gleneagles) parecer como Kyoto, a resposta é 'não'" disse Bush. "O Tratado de Kyoto teria acabado com a nossa economia." O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, ocupa a presidência rotativa do G8 e está tentando fazer da questão climática uma das prioridades da reunião na Escócia. Bush disse ainda que um acordo sobre a redução dos subsídios agrícolas – reivindicação dos países africanos – só seria possível se a União Européia abrisse mão da sua Política Agrícola Comum (PAC), que também garante vantagens aos agricultores do bloco. Tony Blair, que será o anfitrião do evento de três dias, colocou o alívio da pobreza africana no topo da lista dos assuntos a ser discutidos. Entre os objetivos declarados do encontro, estão dobrar a ajuda financeira a países pobres e cancelar as suas dívidas externas. Os membros do G8 já concordaram em dobrar a ajuda e perdoar integralmente as dívidas. Outro assunto que devevará ter destaque na cúpula é o impacto da alta do petróleo e nas taxas de câmbio na estabilidade econômica mundial. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||