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Atualizado às: 03 de julho, 2005 - 18h08 GMT (15h08 Brasília)
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Após marcha, Edimburgo vive domingo calmo

Edimburgo
Cerca de 200 mil pessoas participaram da marcha deste sábado
Domingo de sol, com com turistas passeando nas ruas e pessoas aproveitando o bom tempo no parque.

A aparente calmaria que pairou sobre a capital escocesa Edimburgo não deve durar muito.

Depois da grande marcha contra a pobreza na África realizada neste sábado na cidade, que reuniu cerca de 200 mil pessoas, mais protestos estão programados para os dias que se seguem até a reunião do G-8 esta semana.

A segunda marcha do fim de semana foi realizada na noite deste domingo e, como esperado pela polícia, foi bem menor do que a do dia anterior, com cerca de 2.500 participantes.

Divertimento total

Organizada pela Stop the War Coallition (coalizão pelo fim da guerra), a passeata culminou em uma montanha da qual se podia avistar a capital escocesa, e onde foi realizado um ato que incluiu a leitura dos nomes de muitos soldados britânicos mortos na guerra do Iraque e outros conflitos.

Outras duas manifestações estão programadas para esta segunda-feira.

Uma delas é o bloqueio da base submarina da marinha britânica em Faslane, localizada há cerca de 45 km da cidade de Glasgow.

A outra é o chamado "carnaval para o divertimento total", que será realizado no centro de Edimburgo e deve contar conm a presença de alguns grupos anarquistas.

Violência

A expectativa é de que, diferentemente das marchas pacíficas deste sábado, a violência aumente nas próximas manifestações, já que, segundo a polícia da cidade, elas não foram organizadas juntamente com as autoridades.

Cada vez mais comerciantes da principal rua de lojas de Edimburgo estão se prevenindo com a instalação de tapumes para proteger as vidraças dos estabelecimentos, um dos alvos preferidos dos manifestantes nesses eventos.

O número de policiais em Edimburgo continua o mesmo deste sábado, 2 mil, mas contingentes do País de Gales e da Inglaterra estão sendo transferidos para a Escócia para lidar com os protestos durante a semana do G-8.

Cerca de 10 mil policiais devem participar da operação de segurança.

"Muro das lamentações"

Durante a marcha deste sábado, a polícia da capital escocesa entrou em confronto apenas uma vez com um grupo de cerca de 50 manifestantes, mas nenhuma pessoa ficou ferida ou foi presa.

Do dia anterior, fica uma lembrança do caráter político do evento: centenas de fitas brancas amarradas num painel instalado na principal rua de lojas da cidade, com mensagens que os organizadores do evento Make Poverty History prometem fazer chegar aos líderes do G-8 “de forma criativa”.

Algumas das reivindicações nas mensagens são: “Um planeta vivendo para todos”, “Boicote a produção dos Estados Unidos para fortalecer Kyoto” (o protocolo de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa, que o governo americano se recusa a assinar) e “Respeito aos direitos dos trabalhadores”.

Também pode ser lida no painel uma carta de uma menina de 13 anos, endereçada ao primeiro-ministro britânico Tony Blair:

"Eu quero que a pobreza acabe. As pessoas deveriam ter comida para viver e não deveria se permitir que elas fiquem muito magras e deveria-se fazer com que elas ficassem gordas. (…) "

"Acho que voce deveria dar a elas um pouco de dinheiro e comida. “

Dia de discussoes

Depois de uma noite curta e mal-dormida para a maioria dos manifestantes, já que vários se abrigaram nos seus sacos de dormir no proprio The Meadows (o vasto gramado onde o evento de ontem se concentrou) e outros não abandonaram os bares nem, conseqüentemente, os copos de cerveja, antes do fim do show do Live 8 em Londres, o domingo está sendo, basicamente, de discussão política.

Organizados pelo grupo G8 Alternatives, várias e palestras estão sendo realizadas num ginásio da cidade por uma série de grupos ativistas que defendem menos poder para os países que integram o G8.

Os assuntos abordados vão desde a "resistência ao imperialismo e à guerra" até a "luta contra a globalização corporativa e a privatização", combate à pobreza e à devastação do meio-ambiente.

Um dos porta-vozes do G8 Alternatives, Gordon Asher, disse que as discussões são a "segunda metade da batalha".

"É claro que os protestos e as manifestacões são muito importantes, mas, com o evento deste domingo, mostramos que temos propostas positivas e coerentes de mudanças."

Carnaval

A expectativa de Asher é de que 3 mil pessoas participem das palestras e workshops, que começaram pela manhã e seguem atá a noite.

Durante a tarde, cerca de 300 pessoas assistiam a um dos workshops, mas o entra-e-sai do ginasio era grande.

Para participar do evento, os interesados têm de desembolsar entre 5 e 10 libras (entre R$ 25 e R$ 50, aproximadamente).

Se no sábado, pessoas de todas as idades e opiniões políticas e religiosas participaram da marcha contra a pobreza, o público das discussões deste sábado é formado principalmente por ativistas socialistas, anti-racismo, embora também existam entre eles alguns turistas.

Asher diz que as pessoas têm níveis diferentes de consciência política e que todos têm o direito de se manifestar como bem entendem.

"Tenho certeza de que haviam pessoas muito engajadas participando do Live 8 e da marcha de ontem, e, logicamente, estão aqui hoje muitas das pessoas mais engajadas da Escócia."

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