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Pressão de 'milícia' faz Al-Jazeera desistir de filme nos EUA | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O canal de TV árabe Al-Jazeera desistiu de filmar um documentário sobre a fronteira dos Estados Unidos com o México depois da idéia ter sido condenada por uma organização americana contra a imigração. A organização chamada Minuteman Civil Defense Corps, que patrulha a fronteira com o Arizona, chamou a Al-Jazeera de "estação de TV terrorista". Segundo a organização, permitir que a Al-Jazeera filmasse seria "ajudar o inimigo em uma operação de reconhecimento". A Al-Jazeera disse que a reação do grupo é um golpe contra a liberdade de imprensa. 'Resistir' O porta-voz da TV, Jihad Ballout, disse que a intenção original era que o escritório de Washington produzisse um documentário sobre a situação econômica e de segurança na região. No entanto, segundo Ballout, a segurança dos funcionários é a questão mais importante. Mesmo assim, ele disse que o projeto não foi abandonado. "O assunto continua importante do ponto de vista editorial e, portanto, não foi abandonado", disse ele à agência Reuters. "Idéias erradas sobre a Al-Jazeera estão sendo perpetuadas em algumas áreas em detrimento não apenas da Al-Jazeera como do conceito de liberdade de imprensa." Os integrantes do grupo, que começaram a patrulhar a fronteira do Arizona em abril, juraram "resistir" contra qualquer filmagem na região, segundo a Al-Jazeera. 'Insanidade' A proposta da TV de fazer o documentário causou uma queixa ao Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos e críticas de políticos. "É uma política insana permitir que a Al-Jazeera filme a fronteira do Arizona com o México, que não é segura, e depois transmitir às próprias pessoas que perpetraram o 11 de Setembro", disse o congressista Trent Franks, republicano do Arizona. No seu site na internet, os integrantes da milícia dizem que a decisão de suspender a filmagem é "uma vitória antiterrorista". "A rede de televisão de terrorismo mais prolífica do mundo cancelou sua operação de reconhecimento na fronteira Arizona/México", disse o grupo em nota. "Não tomarei parte em ajuda ou cooperação com o inimigo e vou continuar a trabalhar para proteger nosso país de terroristas que claramente estão avaliando nossas fronteiras não seguras como caminho para destruir a América", disse Chris Simcox, diretor do grupo. |
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