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Atualizado às: 19 de abril, 2005 - 01h47 GMT (22h47 Brasília)
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Irã suspende operações da Al-Jazeera
O governo iraniano ordenou a suspensão das operações da rede de TV Al-Jazeera, citando suspeitas de que a emissora teria incitado os confrontos entre manifestantes árabes e forças de segurança nos últimos dias no sul do país.

"Esta suspensão vai durar pelo tempo que for necessário para os nossos especialistas examinarem as possíveis ações do canal Al-Jazeera para provocar elementos subversivos nos problemas que aconteceram", afirmou o diretor para o Ministério de Cultura e Orientação Islâmica, Mohammad Hossein Khosvaght, à agência de notícias France Presse.

As autoridades iranianas dizem que é falsa uma carta atribuída ao gabinete do presidente sobre supostos planos de mudanças na composição étnica na região – informação divulgada pela Al-Jazeera.

Ainda nesta segunda-feira, o governo divulgou que três pessoas morreram e cerca de 200 pessoas foram presas nos últimos dias por causa dos incidentes violentos da última sexta-feira.

Os primeiros números divulgados davam conta de um morto e 137 presos.

As informações oficiais indicam que a situação já voltou ao normal, mas moradores da região dizem que ainda há combates esporádicos entre árabes e forças de segurança.

Segundo a agência France Presse, a direção da Al-Jazeera expressou pesar pelo que descreveu como uma ação "surpreendente e injustificável" e disse que vai manter a política editorial de "transmitir toda a gama de opiniões e cobrir as notícias no Irã de forma justa e objetiva".

Parlamentares iranianos acusaram o canal de retratar a violência como causa de uma luta separatista por parte da minoria árabe no Irã, onde a maior parte da população é persa. Na cidade de Ahvaz, no Cuzestão, onde ocorreram os choques, eles são maioria.

"Todos esses problemas surgiram por causa de uma carta forjada atribuída ao gabinete do presidente da República, mas qualquer pessoa que já trabalhou no governo sabe que ela é falsa", afirmouo ministro de Inteligência Ali Yunessi, segundo a agência.

De acordo com a agência de notícias oficial IRNA a carta – atribuída ao ex-vice-presidente Mohammad Ali Abtahi e datada da época em que ele administrava o gabinete do presidente Mohammad Khatami – defendia mudanças na composição étnica do Cuzestão.

Abtahi negou ter escrito a carta que diria que "os árabes devem emigrar, nomes árabes de cidades e vilas (no Cuzestão) têm de se tornar persas".

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