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Atualizado às: 29 de junho, 2005 - 15h38 GMT (12h38 Brasília)
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UE mantém debate sobre entrada da Turquia no bloco
Bandeiras da Turquia e da União Européia
O primeiro-ministro da Turquia quer o país no bloco
A Comissão Européia, braço executivo da União Européia (UE), confirmou nesta quarta-feira que as discussões sobre a possível entrada da Turquia no bloco serão mantidas e começarão no próximo dia 3 de outubro.

A comissão, no entanto, afirmou que o processo pode durar cerca de dez anos sem garantia de sucesso, já que as negociações dependem de a Turquia atender aos pré-requisitos estabelecidos pela UE.

"As negociações serão baseadas nos méritos próprios da Turquia, e o destino do país dependerá da capacidade dele progredir em relação aos termos exigidos para ser um membro da UE", disse uma porta-voz da comissão nesta quarta-feira em Bruxelas.

A aprovação foi dada por ministros das Relações Exteriores dos países que compõem a UE, que foram unânimes ao votarem pelo início das negociações.

Complicações

Segundo especialistas, as negociações são complicadas.

Políticos da UE interpretaram a recente rejeição da Constituição Européia em referendos na França e na Holanda como um aviso de que a população desses países é contrária a uma maior expansão do bloco.

E, segundo o correspondente da BBC em Bruxelas Chris Morris, as discussões sobre a entrada da Turquia no bloco ocorrem em um momento de um "fraco entusiasmo" dentro da União Européia - em que mais críticas à entrada da Turquia são registradas.

Dois possíveis novos líderes da Alemanha (Angela Merkel) e da França (Nicolas Sarkozy) já afirmaram que preferem que a Turquia opte por uma "parceria limitada" com a UE.

Além disso, a Turquia enfrenta mais críticas do que todos os demais países que se juntaram à UE no passado.

Segundo Morris, não se trata apenas de questões como democracia e direitos humanos - mas de uma série de outros fatores técnicos como desenvolvimento da agricultura e de novos padrões ambientais.

A maior questão, no entanto, é mesmo a política. Os novos líderes que despontam na Europa não seriam tão favoráveis quanto os atuais à entrada turca no bloco.

O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, declarou na terça-feira que a "União Européia deveria aceitar a Turquia como membro se quiser mostrar que não é apenas um clube cristão".

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