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Oposição anti-Síria proclama vitória em eleições no Líbano | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O líder da oposição no Líbano, Saad Hariri, que é contrário à influência síria no país, se declarou vitorioso antecipadamente nas eleições parlamentares do país. As declarações de Hariri foram baseadas em resultados não-oficiais da quarta e última etapa da votação. Um líder do grupo pró-Síria que disputava a eleição, Suleiman Franjieh, admitiu a derrota. Ele disse que "aceita a vontade do povo". Foi a primeira eleição no Líbano desde a retirada das tropas sírias neste ano, quando Damasco encerrou 30 anos de ocupação do país vizinho. A retirada síria foi motivada pelos protestos que ocorreram após o assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, pai de Saad, em fevereiro. 'Mudança' "Os resultados quase finais mostram que o povo quer mudança, e é isso que nós estamos pedindo", afirmou Saad Hariri. A coalizão de Hariri precisava de 21 das 28 cadeiras em disputa neste quarto turno para garantir 65 deputados no total (128 cadeiras) e a maioria parlamentar. Ela enfrentou neste último turno o ex-general Michel Aoun, que retornou de um exílio de 15 anos há poucos meses e cuja coalizão obteve vitórias inesperadas em rodadas anteriores das eleições. Apesar de as forças de Aoun terem lutado contra a Síria durante a guerra civil libanesa, ele hoje conta com o apoio de políticos favoráveis a Damasco. A aliança liderada por Aoun obteve bons resultados nas votações em Monte Líbano e no Vale do Bekaa, com a promessa de combater a corrupção e pôr fim às políticas extremistas. Outro grupo que disputa as eleições é a aliança entre Amal e Hezbollah, também favorável à Síria. |
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