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Após denúncias de fraude, Irã vai recontar votos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As autoridades iranianas decidiram fazer uma recontagem parcial dos votos do primeiro turno das eleições presidenciais, após denúncias de fraude. Cem urnas de quatro cidades, entre elas da capital, Teerã, serão escolhidas aleatoriamente para a checagem. Vários candidatos reclamaram de irregularidades na votação, que definiu os dois candidatos que irão para o segundo turno das eleições, na sexta-feira. O candidato conservador linha dura e prefeito de Teerã, Mahmoud Ahmadinejad, irá enfrentar novamente o mais votado e favorito, Akbar Hashemi Rafsanjani, ex-presidente do país. Conselho dos Guardiães
"O Conselho dos Guardiães acredita ser necessária a recontagem de alguns votos em urnas de Teerã, Isfahan, Qom e Mashhad para um estudo mais cauteloso dos resultados", disse a TV estatal. Cerca de 40 urnas da capital e 20 de cada uma das outras cidades Segundo a correspondente da BBC em Teerã France Harrison, trata-se de uma pequena amostra do total de votos, que não inclui regiões rurais mais remotas em que é mais fácil fraudar as eleições. O principal candidato reformista, Mostafa Moin, que ficou em quinto lugar, pediu o adiamento do segundo turno até que um inquérito sobre as denúncias seja completado. Ele e muitos outros reformistas acusam o Conselho dos Guardiães de realizar uma campanha multimilionária para mobilizar 300 mil membros de milícias islâmicas para assegurar a vitória de um conservador linha dura. Segundo os reformistas, irregularidades foram cometidas para ajudar Ahmadinejad a chegar ao segundo turno. "Levem a sério o perigo do fascismo", disse Moin. "Essas tentativas rasteiras podem levar ao militarismo, autoritarismo, assim como sufocar política e socialmente o país." |
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