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Líderes da UE tentam chegar a acordo sobre Orçamento | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Líderes da União Européia estão reunidos em Bruxelas para tentar resolver o impasse a respeito do Orçamento do bloco para o período de 2007 a 2013. No centro do debate está a questão do reembolso que a Grã-Bretanha recebe de parte de suas contribuições ao Orçamento. O governo britânico anunciou que vai vetar qualquer tentativa de mexer neste reembolso, que chega a 4,4 bilhões de euros (R$ 12,8 bilhões) por ano, se não for discutido ao mesmo tempo a reforma dos subsídios aos produtores agrícolas do bloco – algo que a França se recusa a fazer. Na quinta-feira, um outro tema contencioso – o da ratificação da Constituição européia – foi colocado em suspenso depois que os participantes do encontro eliminaram o prazo-limite para que todos os países completassem o processo, que era de novembro de 2006. A Dinamarca e Portugal já anunciaram que vão cancelar referendos sobre o assunto que estavam marcados para os próximos meses. O futuro da Constituição foi colocado em dúvida depois que os eleitores da França e da Holanda rejeitaram o documento em referendo. Sem pressa O correspondente da BBC em Bruxelas Jonny Dymond afirma que as posições dos países-membros da UE em relação ao Orçamento são muito diferentes, o que torna difícil prever que se vai chegar a um acordo no presente encontro. Segundo ele, vários países concordam com a posição britânica de que é preciso rever os financiamentos agrícolas, mas nenhum apóia a manutenção do reembolso que beneficia a Grã-Bretanha. O primeiro-ministro de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, que atualmente preside a UE, está promovendo encontros bilaterais com o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, e o presidente francês, Jacques Chirac, com o objetivo de tentar facilitar um acordo. A comissária européia para o Orçamento, Dahlia Ggrybauskaite, disse que a maior parte dos países vai sofrer, caso não se chegue a um acordo. Mas o primeiro-ministro da Suécia, Goran Persson, disse que não há por que ter pressa na confecção de um acordo no presente encontro. |
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