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Atualizado às: 07 de junho, 2005 - 15h23 GMT (12h23 Brasília)
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Governo iraquiano diz ter prendido 887 insurgentes
Destroços de carro atingido por bomba
Ataques mataram ao menos 18 pessoas
O governo do Iraque anunciou nesta terça-feira ter prendido 887 pessoas na últimas duas semanas em uma operação contra a insurgência.

Segundo Leith Kubba, porta-voz do governo iraquiano, a Operação Relâmpago não "derrubou por nocaute" a insurgência, mas fez com que ela desse "sinais de morte lenta".

Kubba afimou que a operação, iniciada em Bagdá, se expandiu para o chamado "Triângulo da Morte" ao sul da capital, mas chegou a cidades do norte do país.

Mas o porta-voz alertou para que, apesar de uma melhora na situação, não se crie uma sensação falsa de segurança.

Apesar do anúncio, uma séria de ataques a bomba deixou pelos menos 18 mortos no norte do país e 28 feridos na capital, Bagdá.

Saddam

A Operação Relâmpago começou em 22 de maio e está mobilizando cerca de 40 mil soldados iraquianos e americanos.

De acordo com a agência de notícias Associated Press, antes da operação, as autoridades controlavam oito dos 23 acessos a Bagdá, e agora controla todos eles.

Mas moradores da capital iraquiana dizem ter visto poucos soldados pelas ruas.

Ainda nesta terça-feira, Kubba negou afirmações de que o ex-líder Saddam Hussein seria levado a julgamento daqui a dois meses.

"Ainda não foi apresentada uma data exata", afirmou.

Ataques

A série de ataques a bomba que deixou 18 mortos ocorreu na região de Hawija, no norte do Iraque.

Quatro artefatos explosivos foram detonados no espaço de alguns minutos nas proximidades de postos de controle militares dentro da cidade e nos seus arredores.

Muitos dos mortos seriam soldados iraquianos – três crianças também teriam morrido.

As explosões, três das quais foram causadas por militantes suicidas, também feriram cerca de 20 pessoas.

As bombas explodiram em um período de sete minutos, a primeira à beira de uma estrada em Hawija.

Em seguida, militantes suicidas explodiram carros-bomba em postos militares em Bagara e Dibis, que ficam nas proximidades de Hawija, e na própria cidade.

O coronel da polícia iraquiana Ahmed Hammoud disse à agência de notícias Associated Press que os ataques com os carros-bomba parecem ter sido coordenados, pois seguiram o mesmo padrão.

Pouco depois dos ataques em Hawija, um militante suicida detonou um carro cheio de explosivos perto de um posto policial de Bagdá, a capital iraquiana, ferindo 28 pessoas.

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