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Iraque dobra salários para acabar com 'fuga de cérebros' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo do Iraque anunciou que vai dobrar o salário dos professores universitários em uma tentativa de acabar com a fuga de cerébros do país. Médicos, professores e empresários têm deixado o Iraque, principalemente, por causa da violência. Não há estatísticas disponíveis para contabilizar a escala dessa fuga e, segundo um porta-voz do governo, “realisticamente falando há muito pouco que possa ser feito para resolver o problema”. Estima-se que 4 milhões de pessoas deixaram o Iraque durante o regime de Saddam Hussein, entre eles, alguns dos profissionais mais destacados em suas áreas. Logo depois da guerra, alguns dos exilados retornaram, mas, passado dois anos, a fuga de cérebros continua crescendo. Serviço de saúde Os professores universitários terão seus salários dobrados, mas o problema não se resume ao campus. Médicos também estão fugindo, com conseqüências preocupantes para o sistema de saúde, que já enfrenta problemas com a falta de equipamento e de leitos. Uma radiologista iniciante disse à BBC que muitos de seus colegas mais experientes deixaram o país por causa das ameaças de seqüestro e morte. "A maioria fugiu do país, mas nós precisamos desesperadamente do conhecimento deles", disse a radiologista. "Esse é o maior problema que enfrentamos agora no hospital. A maioria dos médicos experientes deixou o país, e acredito que especialistas em outras áreas também tenham saído do Iraque." Além dos médicos, que têm sido ameaçados e seqüestrados, dezenas de professores universitários também foram assassinados. Um alto oficial do governo disse acreditar que os profissionais iraquianos estão sendo alvo de ataques deliberados e sistemáticos e não apenas de crimes comuns. |
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