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Explosão mata pelo menos 36 no Nepal, diz Exército | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos 36 pessoas morreram numa explosão que atingiu um ônibus no sul do Nepal, segundo o Exército do país. O ônibus lotado teria passado por cima de uma mina terrestre. As autoridades nepalesas acreditam que a mina pode ter sido enterrada na estrada por rebeldes maoístas. A rádio estatal havia anunciado inicialmente que mais de 50 pessoas haviam morrido na explosão, ocorrida no distrito de Chitwan. Os militares divulgaram depois um balanço corrigido do número de mortos no que descreveram como uma emboscada. O veículo ficou estraçalhado na explosão e acabou caindo em um rio. Cerca de 40 pessoas ficaram feridas e muitas foram transferidas de helicóptero a um hospital na capital, Katmandu. Se for confirmado que a explosão foi mesmo um atentado, este será um dos piores ataques contra civis desde que rebeldes maoístas iniciaram a luta para derrubar a monarquia no Nepal, em 1996. Os grupos rebeldes ainda não negaram nem confirmaram ter planejado a explosão. Morte imediata As autoridades disseram que a maioria das vítimas fatais morreu imediatamente. "O local está banhado em sangue (...) Muitas mulheres e crianças morreram", disse um oficial do Exército à agência de notícias Reuters. O local da explosão fica perto do parque nacional mais famoso do Nepal, a 180 km da capital. Rebeldes maoístas foram responsáveis por atentados semelhantes no passado, mas recentemente eles têm evitado ataques indiscriminados. Cerca de 12 mil pessoas, muitas delas civis, já morreram no conflito do Nepal, segundo dados do Exército. Grupos de defesa dos direitos humanos acusam tanto os rebeldes como as forças do governo de cometer abusos. |
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