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Rei do Nepal suspende estado de emergência | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O rei Gyanendra, do Nepal, suspendeu o estado de emergência que havia imposto em fevereiro, quando ele demitiu o governo e assumiu total controle do país. O monarca se antecipou à expiração do estado de exceção, na segunda-feira. O palácio em Kathmandu disse apenas que ele havia tomado a decisão de acordo com a Constituição, mas não forneceu um motivo. Gyanendra acaba de voltar de uma viagem por Indonésia, China e Cingapura. O rei demitiu o governo do primeiro-ministro Sher Bahadur Deuba em 1º de fevereiro, alegando que ele havia fracassado na tentativa de controlar a revolta de inspiração maoísta no país que já deixou mais de 10 mil mortos desde 1996. Segundo a agência de notícias France Presse, a oposição recebeu bem a decisão, mas pediu que o rei também elimine a Comissão Real de Combate à Corrupção, criada em fevereiro. Eles alegam que o órgão é usado para perseguir políticos, empresários e funcionários públicos. A suspensão do estado de emergência foi elogiada pelo ministro do Exterior da Índia, Natwar Singh. O governo indiano havia sido um dos críticos das medidas tomadas por Gyanendra em fevereiro. Na época, o monarca disse que estava assumindo o controle do país por três anos. Os rebeldes querem substituir a monarquia constitucional por uma república comunista. O rei Gyanendra subiu ao trono em circunstâncias dramáticas, em 2001, depois que seu irmão, o rei Birendra, foi morto em um massacre no palácio. |
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