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Região do Everest corre perigo, dizem ambientalistas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um grupo de ambientalistas anunciou que vai pedir à ONU que inclua a reserva onde fica o Monte Everest, no Nepal, em uma lista de locais ameaçados. Os ambientalistas – entre eles famosos montanhistas e membros da ONG Amigos da Terra -, argumentam que o aquecimento global está destruindo o ambiente natural na região do monte, o ponto mais alto do planeta. Segundo eles, glaciares estão derretendo e aumentando o volume de água nos lagos, o que aumenta o risco de que ocorram inundações de proporções catastróficas na região do Himalaia. A iniciativa faz parte de uma nova estratégia para reduzir as emissões globais de gases que provocam o efeito estufa. Sem poderes Os ambientalistas alegam que os países têm obrigação legal de proteger locais considerados patrimônios da humanidade, como o parque nacional onde fica o Everest, dos danos provocados pelo aquecimento global. “O Monte Everest é um símbolo poderoso do mundo natural não apenas para o Nepal”, disse o diretor da Amigos da Terra no país asiático, Prakash Sharma, de acordo com a agência de notícias Reuters. Além do parque do Everest, o grupo também deve pedir à Unesco (o órgão da ONU responsável por designar os patrimônios da humanidade) que também inclua na lista de locais ameaçados o recife de Coral na costa do Belize e o parque nacional Huascaran, no Peru. Se a Unesco aceitar os pedidos, pode pedir que os países onde ficam essas áreas tomem medidas para corrigir o problema. Mas, mesmo se a Unesco exigir que os países reduzam suas emissões de gases que produzem o efeito estufa, o órgão não tem poderes para forçar os governos a obedecê-lo. |
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