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Atualizado às: 22 de outubro, 2004 - 15h20 GMT (12h20 Brasília)
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Protocolo de Kyoto passa por primeira votação na Rússia
Vladimir Putin
O apoio de Vladimir Putin tem sido vital
A câmara baixa do Parlamento russo aprovou a ratificação do Protocolo de Kyoto - o tratado internacional sobre mudanças climáticas.

O tratado da ONU, que já tem o apoio de 126 países, precisava do apoio da Rússia para entrar em vigor, já que os Estados Unidos haviam declarado que não apoiariam o documento.

A câmara baixa do Parlamento russo - a Duma - aprovou por 334 votos a 73 a adesão ao tratado que exige de seus signatários a redução dos chamados gases de efeito estufa, que contribuem para o aquecimento global.

O protocolo ainda tem que passar pela câmara alta do Parlamento russo e ser assinado pelo presidente Vladimir Putin.

O governo russo deu o seu apoio ao protocolo no mês passado, apesar da alegação de algumas autoridades de que a adesão ao documento poderia prejudicar a economia do país.

Em maio, Putin concordou em acelerar a ratificação do Protocolo de Kyoto, em troca do apoio da União Européia para que a Rússia passe a integrar a Organização Mundial do Comércio (OMC).

No entanto, o próprio assessor de economia do presidente, Andrei Illarionov, se opôs radicalmente à ratificação.

Equilíbrio

Apesar de ter sido adotado quase sete anos atrás, o Protocolo de Kyoto tinha permanecido apenas como uma declaração de intenção até agora, e não um documento com força legal.

Para entrar em vigor, o protocolo precisava ser ratificado por países desenvolvidos que, juntos, fossem responsáveis pela emissão de pelo menos 55% dos gases que causam o efeito estufa.

Depois que os Estados Unidos - maiores poluidores do mundo - abandonaram o tratado em 2001, o número exigido pelo documento só poderia ser alcançado com o apoio da Rússia, responsável por 17% das emissões.

Noventa dias depois da ratificação pela Rússia, os signatários do protocolo deverão começar a adotar medidas para a redução, até 2012, das emissões de seis gases para um nível 5,2% menor do que o registrado em 1990.

Comprando e vendendo

Os países que não conseguirem atingir a meta prevista no protocolo serão penalizados e também poderão ter de fazer reduções ainda mais drásticas no futuro.

Os governos têm tentando estabelecer limites de emissões para empresas poluentes.

Qualquer empresa que tenha uma boa performance pode "vender" essa capacidade de emissão para outra empresa que não tenha tido um desempenho tão bom.

Em alguns países, esse comércio já começou.

Especialistas acreditam que o Protocolo de Kyoto será, em grande parte, ineficaz, já que os dois grandes poluentes - os EUA e a China - não irão reduzir suas emissões.

Apesar de a China ter assinado o protocolo, ela não está obrigada iniciar a redução por ser um país em desenvolvimento.

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