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Putin surpreende e diz que Rússia apóia Kyoto | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que o país vai ratificar o Protocolo de Kyoto sobre mudanças climáticas. A declaração de Putin surpreendeu porque até agora a Rússia dava sinais de que não assinaria o documento da Organização das Nações Unidas (ONU), considerado o plano mais importante para reduzir as emissões de gases que contribuem para o aquecimento global. O Protocolo de Kyoto estava seriamente ameaçado desde que a administração americana de George W. Bush decidiu que se retiraria do projeto, em 2001. O apoio russo, entretanto, significa que ele pode ser aplicado. “Este é um sinal bastante positivo”, disse Klaus Toepfer, chefe do Programa do Meio-Ambiente da ONU. Cautela “É vital que o Protocolo de Kyoto entre em vigor como o primeiro passo para estabilizar o clima global”, disse ele em um pronunciamento oficial, destacando que a “ratificação da Rússia era fundamental para tornar o projeto operacional.” Para que o protocolo entre em vigor, 55% dos países – representando igual porcentagem de emissão de gases poluentes em todo o mundo – devem assinar o documento. Os Estados Unidos – o maior produtor de gases do mundo, responsável pela emissão de 36% do total – se retirou do pacto dizendo que ele custaria muito dinheiro e, equivocadamente, excluía os países em desenvolvimento. Kyoto tinha alcançado a marca de 44% das emissões e necessitava da inclusão russa, com seus 17% de emissões. Putin tinha inicialmente se recusado a apoiar o pacto, dizendo que precisava primeiro consultar especialistas de seu governo. Embora os dois estudos russos sobre o tema desaconselhassem a inclusão russa, Putin surpreendeu os observadores ao se mostrar favorável ao plano. Eles, entretanto, alertam que a Rússia ainda tem muito o que preparar para se adequar aos requerimentos do pacto, e que a aprovação não é irrevogável. “Estou cautelosamente otimista. Não é uma promessa definitiva, mas será muito mais difícil agora para a Rússia voltar atrás”, disse Steve Sawyer, diretor para políticas climáticas do grupo ambientalista Greenpeace. |
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