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Israel vai desarmar colonos à força, diz ministro da Defesa | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro da Defesa de Israel, Shaul Mofaz, disse que os colonos judeus da Faixa de Gaza serão desarmados à força caso se recusem a entregar suas armas voluntariamente antes da planejada retirada da região. Há temores de que os moradores mais radicais dos assentamentos disparem contra os soldados israelenses. Mofaz disse também nesta segunda-feira que os moradores que planejarem resistir devem antes enviar suas crianças para um local seguro. Líderes dos assentamentos condenaram os comentários do ministro e declararam que continuarão a portar armas "para se defender contra terroristas". Mofaz disse que o Exército só deve começar a recolher os armamentos pouco antes da saída de Gaza, para não prejudicar a segurança dos colonos. Armas do Exército Essas armas foram, em geral, dadas aos moradores dos assentamentos pelo próprio Exército de Israel, para que eles pudessem ajudar a cuidar de sua segurança contra ataques de militantes palestinos. "Como a arma é propriedade do Exército, ela será tomada a força de qualquer um que se negar a entregá-la", afirmou Mofaz. O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, pretende levar adiante em agosto seus planos de retirar tropas e todos os assentamentos judaicos dos territórios palestinos ocupados na Faixa de Gaza. Ele também vai desativar quatro colônias na Cisjordânia. Israel vem oferecendo até US$ 300 mil em compensação às famílias que aceitarem deixar suas casas nos territórios ocupados voluntariamente. Israel ocupa a Faixa de Gaza e a Cisjordânia desde que as conquistou militarmente na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Cerca de 400 mil israelenses foram assentados nesses territórios, em meio a uma população palestina de 3,5 milhões de habitantes. |
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