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Atualizado às: 03 de junho, 2005 - 15h53 GMT (12h53 Brasília)
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ONG acusa Exército de Israel de matar por vingança
Soldados israelenses na Cisjordânia
Os soldados fizeram a acusação à organização Breaking the Silence
Dois soldados israelenses alegaram terem recebido ordens para realizar ataques como vingança contra a polícia palestina, depois que seis de seus colegas foram mortos, há três anos.

Os soldados, que não foram identificados, fizeram a acusação à Breaking the Silence, uma organização criada por ex-soldados, que reúne provas de violações cometidas pelo Exército israelense.

Pelo menos 15 palestinos foram mortos como retaliação às mortes dos militares israelenses.

O Exército de Israel disse que seu alvo eram policiais que ajudaram ativamente os militantes a realizar assassinatos.

Desafio

O primeiro soldado, que se apresentou como sargento de uma unidade de reconhecimento, disse que seu esquadrão foi convocado por seu comandante depois das mortes de seis israelenses num posto de controle perto de Ramallah, na Cisjordânia.

O comandante disse aos soldados que sua tarefa era matar seis palestinos como vingança.

O soldado foi informado que havia uma suspeita de que os miliantes responsáveis pelas mortes tinham passado por um posto de controle palestino, que seria o alvo dos ataques dos militares israelenses.

Mas não havia provas concretas para sustentar a acusação contra os policiais palestinos, segundo o soldado.

"Eles me disseram: 'Não importa. Eles mataram seis dos nossos, nós vamos matar seis dos deles'", contou.

Sem falhas

O sargento disse que o grupo emboscou os palestinos, matando três deles. Um quarto homem escapou.

"Eu gostei muito. Foi a primeira vez em que nós estivemos numa situação como as que treinamos nos nossos exercícios", disse.

"E nós não tivemos falhas. Nossa atuação foi soberba", afirmou.

O soldado acrescentou que alguns de seus colegas continuaram a atirar no corpo de um palestino, "fazendo buracos nele".

Um segundo soldado, de uma tropa de reconhecimento, foi citado pelo jornal britânico The Guardian dizendo ter recebido ordens de atacar três postos de controle na área de Nablus e atirar na polícia.

Segundo ele, foi claramente uma retaliação. Pelo menos dois palestinos foram mortos na operação.

Uma declaração israelense, em resposta às acusações, disse que se tornou claro que forças de segurança palestinas estavam muito envolvidas em atividades de militantes.

"Decidiu-se que as Forças de Defesa Israelenses caçariam aqueles envolvidos em atividades terroristas, incluindo membros do aparato de segurança palestino, até que eles aceitem responsabilidade pelas áreas sob seu controle e evitem ataques terrorista vindos de cidades palestinas", disse o comunicado.

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