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Semana começa com novos protestos na Bolívia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A semana começa com novos protestos de diferentes grupos na Bolívia contra o governo do presidente Carlos Mesa nesta segunda-feira. Os grupos que defendem a nacionalização da indústria de gás no país voltaram a fechar as vias de acesso à capital da Bolívia, La Paz, provocando grandes engarrafamentos. Os manifestantes querem a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte e expressaram sua rejeição às intenções separatistas de alguns setores nas províncias do país. Na terça-feira, o Congresso se reúne para tratar das demandas dos manifestantes. Para Mesa, a intenção do que chamou de "grupos minoritários" é impedir que continuem as atividades do Legislativo. "O fechamento do Parlamento nacional é um golpe de Estado, não existe democracia sem Parlamento", disse o presidente boliviano. Grupos opostos Também houve manifestações no interior da Bolívia nesta segunda-feira. Um grupo de professores fechou a rodovia de ligação entre Oruro e La Paz, a cerca de 200 quilômetros da capital. Os grupos que vêm liderando as manifestações ameaçaram ações radicais se não for convocada uma Assembléia Nacional Constituinte. Nesta segunda-feira ainda, o governo boliviano apresentou acusação formal contra Jaime Solares e Roberto de la Cruz, dirigentes dos grupos de protestos, por conspiração para derrubar o presidente. O Executivo também iniciou ações legais contra os dois militares que pediram a renúncia de Mesa na semana passada. Há um clima de convulsão social, pois os grupos de protestos são opostos e só concordam no repúdio que têm contra Mesa. |
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