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Manifestantes e policiais entram em confronto na Bolívia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Manifestantes e forças de segurança da Bolívia entraram em confronto em mais um dia de protestos contra a lei que regulamenta a exploração dos recursos energéticos do país. Os policiais usaram gás lacrimogêneo e jatos d'água para dispersar os manifestantes e impedir que eles chegassem aos prédios do governo na capital boliviana, La Paz. A maioria dos manifestantes eram camponeses que caminharam vários dias até chegarem à cidade nesta segunda-feira para fazerem as suas reivindicações. Em La Paz, mineiros, professores e estudantes se juntaram a eles. Segundo a agência de notícias Associated Press, explosões foram ouvidas em toda a cidade, tanto dos cartuchos de gás lacrimogêneo dos policiais como das barras de dinamites usadas por mineiros em protestos. Não há informações de vítimas nem prisões. Entre as mudanças pedidas na chamada Lei de Hidrocarbonetos, estavam a nacionalização do setor energético do país e o aumento de impostos para empresas estrangeiras. A manifestação paralisou o trânsito nas ruas do centro de La Paz e as estradas que ligam a capital ao resto do país. Escolas e centro comerciais não funcionaram. A legislação já promulgada pelo Parlamento boliviano aumenta os impostos para as companhias estrangeiras e eleva a participação do Estado no setor. De acordo com essa nova lei já em vigor, as empresas estrangeiras devem pagar um imposto de 32% sobre o gás extraído. Para os sindicalistas e os produtores de coca, liderados pelo deputado Evo Morales, essa lei não é suficientemente forte. |
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