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Milhares protestam contra lei de energia na Bolívia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milhares de pessoas participaram de uma marcha em La Paz, na Bolívia, para pedir mudanças na lei que regulamenta a exploração dos recursos energéticos do país. A multidão se concentrou na praça de São Francisco, onde houve um discurso do principal líder da oposição, Evo Morales, do Movimento ao Socialismo (MAS). A concentração ocorreu ao fim de uma marcha de 200 quilômetros, percorridos em oito dias, para exigir que a nova legislação, chamada de Lei de Hidrocarbonetos, assegure ao Estado maior participação nos lucros da indústria de petróleo e gás natural. Simpatizantes do MAS saíram da cidade de El Alto para La Paz, onde mineiros, camponeses, professores, comerciantes e estudantes universitários se juntaram a eles. Houve enfrentamentos entre os manifestantes e a polícia, que tinha reforçado a segurança nos pontos de acesso à praça, onde ficam a sede do Governo e do Congresso boliviano. Impostos Os manifestantes demandavam, entre outras coisas, a nacionalização do setor energético do país e o aumento de impostos para empresas estrangeiras. A legislação já promulgada pelo Parlamento boliviano aumenta os impostos para as companhias estrangeiras e eleva a participação do Estado no setor. De acordo com essa nova lei já em vigor, as empresas estrangeiras devem pagar um imposto de 32% sobre o gás extraído. Para os sindicalistas e os produtores de coca, essa lei não é suficientemente forte. Segundo correspondentes da BBC, a manifestação de segunda-feira procurava o apoio para a região de Santa Cruza, que planeja fazer um plebiscito sobre sua autonomia no dia 12 de agosto. |
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