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Governo egípcio mentiu sobre plebiscito, diz oposição | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Grupos de oposição no Egito acusaram o governo de mentir sobre o comparecimento dos eleitores no plebiscito de quarta-feira, no qual foi aprovada uma emenda constitucional que permite que candidatos de oposição disputem as eleições presidenciais. O governo anunciou que 51% dos egípcios com direito a voto participaram do referendo. A oposição, que tinha defendido um boicote à votação, diz que o governo obrigou os servidores públicos a ir às urnas e, mesmo assim, o comparecimento não ficou acima de 20%. Segundo o governo, 83% dos votantes foram favoráveis às mudanças. Mas, para a oposição, a situação não é como está sendo descrita. Promessas O governo comemorou o resultado, considerando-o uma grande vitória para a democracia, dizendo que os egípcios deram apoio maciço à mudança que permitiria a eles, pela primeira vez na história escolher entre diversos candidatos seu futuro presidente. A oposição diz que o que aconteceu no dia da votação e a maneira como a emenda foi feita são provas de que o governo recuou em suas promessas de democratização. Os oposicionistas também acusaram o governo de usar força bruta para calar manifestantes pacíficos do lado de fora dos locais de votação. Em alguns casos, a polícia teria ficado observando enquanto manifestantes apanhavam de seguidores do partido do presidente egípcio, Hosni Mubarak, segundo relatos. Estados Unidos O governo ainda não respondeu a essas alegações. Os Estados Unidos, porém, que tinham saudado a reforma constitucional, manifestaram preocupação. O presidente americano, George W. Bush, disse na quinta-feira que a violência contra manifestantes pacíficos no Egito não se enquadra nas normas democráticas. A oposição vinha defendendo um boicote porque, alega, a emenda constitucional foi feita para impedir qualquer candidato tenha chance de vencer Mubarak. Mubarak governa o Egito há quase 25 anos e poderá concorrer a mais um mandato de seis anos nas eleições previstas para setembro. |
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