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Atualizado às: 25 de maio, 2005 - 09h54 GMT (06h54 Brasília)
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Egípcios têm plebiscito para mudar eleição presidencial
trabalhador faz últimos retoques em outdoor de Mubarak
Trabalhador faz últimos retoques em outdoor de Mubarak
Os egípcios votam nesta quarta-feira em um polêmico plebiscito sobre mudanças na Constituição para permitir que candidatos de oposição tomem parte em eleições.

O presidente do Egito, Hosni Mubarak, disse que o projeto é um passo importante a caminho da democracia.

No entanto, partidos de oposição e a Irmandade Muçulmana, proibida de atuar no país, defendem boicote ao referendo.

Segundo eles, as exigências para que alguém se candidate são tão grandes que será impraticável para qualquer um da oposição desafiar o governo.

Para críticos, o plebiscito sobre as mudanças constitucionais é apenas uma forma de o governo diminuir as pressões dos Estados Unidos por mudanças sem realmente pôr em risco o controle da Presidência.

Restrições

De acordo com as propostas, os partidos políticos devem existir há pelo menos cinco anos antes de apresentar candidatos.

Candidatos presidenciais independentes precisam do apoio de pelo menos 65 dos 444 membros do Parlamento – 90% deles são do Partido Nacional Democrático, de Mubarak.

A oposição diz que um candidato que não seja do governo não conseguirá esse nível, pois ele dependeria do apoio do partido governista.

Pelo sistema atual, os eleitores só podem votar sim ou não a um candidato presidencial único escolhido pelo Parlamento.

A Irmandade Muçulmana, a força de oposição mais popular no Egito, é tolerada pelas autoridades, mas proibida de atuar como um partido político.

Há 17 parlamentares eleitos como independentes

Reeleição

Mubarak foi eleito quatro vezes dentro das regras atuais.

Ele ainda não disse se vai se candidatar a um 5º mandato nas eleições de setembro, embora a expectativa é de que ele vá concorrer.

Ativistas do Movimento Kefaya vêm propondo que sejam feitas demonstrações contra as eleições em todo o país.

Segundo Heba Saleh, correspondente da BBC no Cairo, provavelmente o governo tem poucos motivos para temer apelos da oposição por demonstrações e boicote.

Protestos recentes, considerados ilegais no Egito, foram dispersados e mais de 800 membros da Irmandade Muçulmana foram presos neste mês por se manifestarem contra a eleição.

Segundo Saleh, o maior problema do governo é provavelmente a apatia dos eleitores depois de décadas de autoritarismo.

O resultado do plebiscito deve ser anunciado na quinta-feira.

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