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Abbas pede aos EUA envolvimento maior no plano de paz | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, pediu aos Estados Unidos que se envolva na implementação do plano de paz para o Oriente Médio conhecido como "roadmap" (mapa da paz). "Queremos uma posição política clara para a implementação do mapa da paz e apoio econômico", declarou Abbas, durante sua primeira viagem oficial a Washington desde que assumiu o poder. Ele tem um encontro marcado para quinta-feira na Casa Branca com o presidente americano, George W. Bush – que se negava a receber o antecessor de Abbas, o falecido líder palestino Yasser Arafat. Abbas também deve se reunir com a secretária de Estado, Condoleezza Rice, além de membros importantes do Congresso americano, que vem impedindo que os Estados Unidos destine recursos diretamente à Autoridade Palestina por denúncias de corrupção. Impasse O mapa da paz do Oriente Médio, patrocinado pelos Estados Unidos, União Européia, Rússia e ONU (o chamado quarteto), não trouxe grandes avanços desde que foi adotado há dois anos. Ele prevê um avanço por etapas no processo de paz entre Israel e palestinos com o objetivo de estabelecer um Estado palestino viável e dar aos israelenses garantias de segurança. Mas as principais medidas que deveriam ser adotadas pelas duas partes – o congelamento da expansão de colônias judaicas em territórios ocupados e o desarmamento e combate a grupos militantes palestinos por parte da Autoridade Palestina – foram amplamente ignoradas até agora. Os palestinos querem que os Estados Unidos cumpram um papel para que a planejada retirada unilateral israelense da Faixa de Gaza aconteça dentro do espectro do mapa da paz. Na terça-feira, o primeiro-ministro Ariel Sharon, que também está no Estados Unidos, anunciou que libertaria 400 prisioneiros palestinos, num gesto de boa vontade com a Autoridade Palestina. Os palestinos responderam que o anúncio é apenas "propaganda" do governo de Israel, já que a libertação já havia sido acertada em fevereiro. |
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