|
ONU confirma retirada síria do Líbano | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, confirmou que a Síria retirou todas as suas tropas do Líbano. Annan disse que uma missão de verificação da ONU concluiu que todo o território libanês, incluindo as áreas de fronteira, foi deixado pelas tropas e agentes de segurança sírios, pondo fim a uma presença militar de 29 anos no país. A saída síria estava prevista em uma resolução da ONU aprovada em setembro e Damasco já havia anunciado a retirada no fim de abril, mas faltava o reconhecimento internacional. O secretário-geral da ONU lembrou que em 2000 a entidade tarbalhou com Israel e Líbano, para assegurar a retirada israelense "e hoje são as tropas sírias que se retiraram. Portanto, em princípio, o Líbano deve estar livre de forças estrangeiras hoje." Atentado A Síria manteve tropas no Líbano durante 29 anos, desde que, em 1976, inverveio na guerra civil que assolava o país. Em seu auge, a presença militar síria em território libanês chegou a 40 mil soldados. Desde fevereiro, quando foi assassinado o ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri, aumentaram as pressões sobre a Síria para encerrar seu envolvimento no Líbano. Muitos libaneses acreditam que os sírios tiveram alguma participação no atentado, o que o país nega. A retirada síria aconteceu antes do prazo de 30 de abril estipulado pela resolução 1559 do Conselho de Segurança da ONU – que exige a retirada de todas as tropas não-libanesas do país e o desarmamento de mílicias (formulação que é uma referência ao grupo xiita apoiado pela Síria Hizbollah). |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||