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Últimos soldados sírios devem deixar Líbano nesta terça | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Síria está próxima de completar sua retirada do Líbano, de acordo com autoridades dos dois países. Testemunhas disseram que mais de cem veículos militares, incluindo tanques e veículos de transporte de soldados, deixaram o Líbano no sábado. Fontes não identificadas do governo sírio afirmaram que os últimos soldados do país devem sair do Líbano na terça-feira - quatro dias antes do que havia sido anunciado -, depois de participarem de uma cerimônia de despedida. Nesta segunda-feira, o chefe do serviço secreto libanês, general Jamil al-Sayyed, considerado pró-Síria, renunciou ao cargo, alegando mudanças no cenário político do país. A oposição libanesa vinha cobrando a renúncia de Al-Sayyed, sob o argumento de que os serviços secretos sírios estavam envolvidos no assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri, em fevereiro. Pressão A Síria tem se encontrado sob forte pressão internacional para sair do Líbano desde a morte de Hariri. Nos dois meses seguintes, tropas sírias tiraram seus armamentos pesados do país, queimaram documentos e desmontaram postos militares. Os comandantes dos serviços de inteligência sírios que estão no Líbano também devem deixar o país na terça-feira. Muitos libaneses acreditam que a Síria estava por trás do atentado com um carro-bomba que causou a morte de Hariri, e que o serviço secreto do Líbano, que tende a seguir uma linha pró-Síria, de alguma forma estava envolvido no episódio. A Síria nega qualquer envolvimento, assim como o serviço secreto libanês. O Conselho de Segurança da ONU está investigando a morte de Hariri. Uma equipe da organização também será enviada para conferir se a retirada síria será completa. Os sírios vêm mantendo uma presença militar no país vizinho há 29 anos. |
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