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Líder da oposição no Líbano volta do exílio | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O líder da oposição no Líbano, general Michel Aoun, voltou para Beirute, depois de 14 anos em exílio na França. Segundo correspondentes no Líbano, Aoun teve uma recepção entusiasmada, saudado por milhares de seguidores com bandeiras na mão, na Praça dos Mártires, em Beirute, onde ocorreram as manifestações que levaram à retirada das tropas da Síria do país. "Eu retornei no momento em que o sol da liberdade brilha novamente para, juntos, reconstruirmos um novo Líbano", disse Aoun, 70 anos. O general, que liderou um governo militar que cuidou do país durante a guerra civil (1975-1990), tentou, mas não conseguiu que as tropas sírias se retirassem do Líbano no fim dos anos 1980. Reconciliação A volta de Aoun só foi possível depois da retirada das tropas sírias. Ele disse que o Líbano tem que deixar para trás o sectarismo, e indicou que poderá concorrer nas eleições parlamentares marcadas para este mês. A correspondente da BBC em Beirute, Kim Ghattas, disse que a volta de Aoun foi bem recebida até por seus opositores, pois é interpretada como mais um passo no rumo da reconciliação nacional. No entanto, ela observou que o estilo dele, inflexível, pode provocar a discórdia dentro da oposição. Os opositores de Aoun, que é um cristão de linha dura, se ressentem do seu populismo e de seu estilo de grandeza. Seus seguidores comparam a volta do homem que lutou incessantemente pelo fim da presença militar da Síria no Líbano ao retorno do general Charles de Gaulle à França liberada em 1945, depois que o último soldado alemão saiu do país. Seus críticos, porém, se ressentem dos maneirismos dele e o apelidaram de "Napolaoun". Eles se preocupam que a volta dele possa perturbar a frágil estrutura social do país, que tem sensibilidades religiosas e políticas. |
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