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Para Karzai, relatos de abusos dos EUA são 'inaceitáveis' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, disse que são inaceitáveis os supostos maus-tratos contra prisioneiros afegãos dos Estados Unidos divulgados nesta sexta-feira pelo jornal americano The New York Times. O jornal publicou uma reportagem que descreve com detalhes o que a publicação diz que são maus-tratos sofridos por detentos, que teriam sido praticados por soldados jovens e mal treinados. O porta-voz de Karzai disse à BBC que os soldados envolvidos devem ser punidos. O Departamento de Estado americano admitiu que a reportagem vai afetar a imagem do país no exterior, mas também disse que as acusações estão sendo investigadas. Impunidade De acordo com o The New York Times, um relatório que foi obtido pelo jornal afirma que dois detentos foram espancados várias vezes na base americana de Bagram. Os dois prisioneiros morreram em dezembro de 2002, segundo o diário nova-iorquino. Ainda segundo o jornal, o documento afirma que os maus-tratos de prisioneiros na base de Bagram não se resumiram a esses casos que resultaram em mortes. Há denúncias de que guardas podiam agredir presos que haviam sido acorrentados com impunidade praticamente total. Alguns prisioneiros teriam sido algemados e presos ao teto e às portas de suas celas. Uma agente responsável por interrogatórios teria pisado no pescoço de um detento e chutado outro nos órgãos genitais. Os maus-tratos teriam levado a acusações criminais contra sete soldados. No último ano, foram denunciados vários casos de maus-tratos a detentos em prisões militares americanas no Afeganistão, no Iraque e na base de Guantánamo, em Cuba. O mais notório é o dos abusos cometidos na prisão de Abu Ghraib, em Bagdá, revelado por meio de fotos divulgadas pela imprensa internacional. |
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